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Carta aberta aos incoerentes

Definir o que não faz muito sentido é complicado. No exemplo que me leva a escrever agora, não há um nome correto para tal atitude, porque comodismo é pouco, algum termo popular agressivo talvez fosse demais, enfim, fica sem uma definição clara.

O que vem à escrita é essa... coisa que muitas pessoas têm de estar onde não deveriam estar. Seja mania, costume, comodismo, interesse ou afim, é bobo. Em certos casos ridículos. Se estão todos em uma festa da bergamota, por que levar um cacho de banana, ô macaco? Me diz, por que?

Um metaleiro não vai em show do restart ou do luan santana. Mentira, vai e com gosto, disfarçado. Claro, guriazinhas carentes não faltam. E a caveira na camisa que ficou no guarda-roupas, os amigos que são verdadeiros metaleiros e estão queimando um poster do Nxzero, como ficarão quando souberem? Dirá que pegou tantas e tantas meninas, mas e a honra, a personalidade, o orgulho de ser alguma coisa, onde fica?

É estranho que eu escreva isso, aqui. Porque não sou eu o radical, que critica a sociedade fútil, patética, bisonha e, claro, vendida e manipulável. Mas o faço porque alguém me inspirou a escrever. Alguns alguéns nos últimos dias.

Pode até não ser nada, ser uma bobagem de quem acredita em bobagens ultrapassadas como 'personalidade própria' e 'caráter'. Que mal tem um metaleiro no show do restart, um intelectual no programa do faustão ou o Luís Fernando Veríssimo com a camisa do Corinthians?

Sério, nenhum mal. Mas pelo amor do grandioso Deus, seja coerente. Os ecléticos que me perdoem mas, essa história de gostar de tudo na música é pretexto para libertinagem. Se você gosta de rock jamais vai gostar de luan santana. Não vem com desculpa que ele canta bem ou isso ou aquilo. Você vai no show pela meninada delirante, com um topete na cabeça para tentar ser parecido com ele. Você volta para a casa, sem ter chegado perto de ninguém, se olha no espelho e pensa 'que idiota'. No próximo show, repete o visual, mudando apenas a cor da camisa. Um parabéns! irônico para você.

Pior exemplo ainda é o fumante que faz campanha anti-tabagismo. Com ou sem hífen. Sério, ou uma coisa ou outra. E o ateu que faz o sinal da cruz e reza quando um familiar está doente? Nessas horas todos passam a acreditar em um Deus que existe agora, mas que não existia em suas vidas. Ou ainda a menina que critica as mais saidinhas, as assanhadas que ficam com muitos meninos e, na sexta-feira coloca a saia mais curta, deixa à mostra um decote de carnaval e vai com as amigas tomar, ou verbo afim, sorvete no meio da multidão, desferindo olhares diretos e ofensivos a todos do sexo oposto. As outras não podem, ela pode. Grande incoerência, Batista!

Companheiro, você se vendeu, se deixou levar pelo que quis fazer, pelo que todos fazem. Um erro que todos cometem não é mais erro. Mentira, tongo. Sendo quem o cometa, um erro será sempre um erro. Mas tudo bem, você não tem personalidade própria. Aceitável, a maioria é assim. Só que, na boa, fica quieto, não fala mais nada. Não se declare à favor de todas as etnias se você faz piadas ofensivas a negros, índios, brancos ou seres humanos de qualquer outra cor.

Porém, a vida é sua. E você tem a liberdade que quer, ou melhor, que lhe dispõem para fazer o que quiser. Seja com coerência ou não, demonstrando sua completa falta de personalidade ou mascarando-a.

Só assim, se não for pedir demais, não chega perto.

Atenciosamente, à direção.

É só mais uma crítica. E é fato que não estou com a mínima vontade de escrever. Mas enfim...

O mundo vai acabar em 2012 dizem os que acreditam em teorias maias mal compreendidas, pessoas fanáticas por mídia e dinheiro, autores de livros e filmes que não fazem a mínima ideia do que estão recriando apenas para ganhar dinheiro. Convenhamos, o povo é burro. Não digo todo o povo. Digo o povo, aquela grande quantidade de gente que apenas trabalha e volta pra casa e come e dorme. Aquele povo que só não é mecânico porque vai no vaso sanitário e ao invés de limpar suja-o mais ainda.

Teorias de fim do mundo são uma especialidade das pessoas filhas-das-prostitutas inteligentes egocêntricas, que sempre querem que a atenção do mundo venha para si. Quanta gente não ganhou coisas de graça apenas para arrendar um lugar no céu para os iditas analfabetos seres humanos da classe 'povo'(já citada aqui)? Quantos não ficaram ricos menos pobres às custas de analfabetos(ou nem tanto) estúpidos que venderam tudo a preço de banana(ou de bala de funcho) por acharem que o mundo acabaria em 2000, ou em qualquer ano previsto patéticamente por outras pessoas igualmente egocêntricas anos e anos antes.

Talvez o mundo acabe mesmo e eu morda a minha língua. Peraí, se isso acontecer, eu não estarei aqui para morder a língua. Então vou criticar essa bobagem toda de uma vez. E com gosto. Sério, o mundo vai acabar por isso ou por aquilo. Sinceramente, o mundo já acabou para mim. O ser humano conseguiu superar todos(até agora) os limites da podridão, da excreção e dos poços de esterco animal. Foi mais fundo do que aquelas plataformas petrolíferas. O ser humano acabou consigo mesmo. O povo acabou consigo mesmo.

Destruíram todos os valores e não os substituiram, pois acharam ser possível viver sem eles. Vêem agora seus filhos, irmãos e amigos, assim como eles, o povo inteiro, nas drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. Morrem por doenças que poderiam ter cura se seus filhos não fossem drogados e estivessem gastando o dinheiro, que eles conquistaram de alguma maneira(o lícito aqui não será discutido), com uma faculdade de medicina ou de biologia. Ou qualquer faculdade que ensinasse-lhes algo.

Se bem que não adianta ensinar. Com pais tão covardes e omissos, não haveria incentivo à coragem pela busca, pelo explorar novos caminhos. Assim, os novos repetem os velhos. E o povo continua andando mais sem necessidade alguma no caminho patético das ovelhas de antigamente.

Sério, o mundo já acabou, figurativamente. Se em 2012 essa porcaria de previsão se confirma, não sentirei falta de tudo isso. Só espero estar em um lugar acima de onde estou hoje, e não abaixo.

Por fim, mais uma crítica. Não consigo pensar em nada que não seja crítica. Ao mundo, ao político de topete ou ao professor vindo do lugar onde não quero visitar nunca.

Perdi a linha. Então encerro o texto.

Eu não faço parte dessa geração, um desabafo profundo e radical

Não sei se a culpa é dos adultos, da televisão, da história da humanidade, dos professores de Física vindos do inferno ou das modelos esqueléticas. Não sei de quem é a culpa pela influência, pela apresentação e pelo recrutamento, por assim dizer, de tudo aquilo que hoje é assim. Tendências seguidas excessivamente. Exemplos patéticos e péssimos do que não de deve fazer. Mas que são feitos como se fossem recomendações médicas obrigatórias.

É sério, eu já disse. Não me incluam nessa geração. Eu não faço parte dela. Não faço parte das estatísticas. Esqueçam. Não contem comigo. Para nada. Não faço parte dessa geração que alguém transformou, o que se transformou por si só, na pior geração da história.

Sério, usando um radicalismo típico da raiva, quero que vocês, jovens que fazem parte dessa geração morram. E não faltam meios para isso. Vocês tem todo o mundo a seu favor. Usem-no para que possamos tapar logo essa cratera imensa que vocês fizeram na sociedade, e no mundo. Não sei quem começou,  por que vocês fizeram ou são assim, mas eu quero que isso acabe logo. Morram.

Entupam vossos corpos de bebida alcoólica. As opções são muitas: cerveja, cachaça, vodka, rum, enfim, qualquer coisa. Bebam álcool etílico, gasolina, qualquer coisa. Mas entupam vossas veias com isso. Percam todo o sangue e coloquem no lugar dele álcool. Morram. Coma alcoólico ou em uma batida de carro. Dirijam bêbados sem medo, não é perigoso para vocês, onipotentes jovens dessa geração. Morram. Batam os seus carros e, se possível, levem alguém com vocês. Batam em outro carro cheio de jovens como vocês. Vomitem seus intestinos se não quiserem sair de casa. O intestino e tudo o que estiver por perto. Vocês não precisam disso, afinal, são jovens poderosos e inteligentes.

Destruam vossos pulmões e cérebro. Cérebro? Suponhamos que todos vocês tenham isso mesmo. Destruam-nos. Maconha, cigarro, cocaína. Até aquele crack deve servir. Qualquer coisa. Do mais barato ao mais caro. Das coisas de pobre às de rico. Da seringa infectada com AIDS ao ecstasy. Qualquer coisa. Fumem, cheirem, injetem, coloquem nos ouvidos e embaixo das unhas. Todas as drogas possíveis. Mas morram. De qualquer jeito. Briguem para conseguir isso, peguem tudo o que tiver em vossas casas e vendam por preços irrisórios para comprar drogas. Briguem com os traficantes. Comprem armas e tentem matá-los. Morram. De qualquer jeito. Por qualquer droga. Literalmente.

Morram pelo prazer. Façam sexo com prostitutas, travestis ou com a mistura dos dois. Não usem preservativos. AIDS, sífilis, qualquer coisa que os leve à morte. Mas vocês vão morrer com prazer, certo? Então estará bom para vocês. Prazeres da vida. Aproveitem eles e morram. Infectem o máximo de jovens como vocês. Embebedem alguns se for preciso para facilitar a tarefa. Dois contra um vale também. O importante é transmitir doenças, propagar o prazer e encaminhar todos os jovens semelhantes a vocês à morte.

Vocês não precisam de estudos. Não precisam tentar aprender alguma coisa. Vocês sabem tudo. Sabem mais do que os professores, por isso não precisam prestar atenção na aula e também por isso xingam os professores e arruinam com as vidas deles. Vocês sabem tudo. Como viver, o que viver, para que viver. Então vivam. Mas vivam muito em pouco tempo. Não demorem muito a morrer.

O mundo não precisa de vocês. Já temos pessoas demais no mundo. Vocês, jovens que fazem parte da pior geração da história, não precisam viver. Morram logo. Aproveitem a vida como se fossem morre amanhã. E morram amanhã mesmo. Quanto antes morrerem, antes nós, seres humanos que não fazemos parte da geração de vocês, poderemos começar a reconstruir todo castelo de valores que vocês destruíram. E destruíram por simples egoísmo.

Ganharam o livre-arbítrio e o usaram da pior maneira possível. Então encurtem esse período de existência, morram logo. Com bebidas, drogas, doenças, qualquer coisa. Vão à luta com armas, e matem-se uns aos outros. Tiros no meio da testa. Ou no coração. Mas sem volta. Matem sem dó nem piedade. E morram. Maldita geração. Malditos são vocês, que só buscam prazeres fúteis e desnecessários. Não sei quem levou vocês a isso. Não sei se vocês escolheram isso por gosto. Não sei se escolheram porque os amigos escolheram antes. Não sei.

O que importa é que eu não sou como vocês. Que muitos não são como vocês. Vocês não farão falta alguma. O mundo, a sociedade e todos aqueles ditos cidadãos de bem. Nenhum deles vai sentir falta de vocês. Morram logo. Acabem com toda essa droga de uma vez.

O mundo não precisa de vocês. A sociedade não precisa de vocês. Por que insistem em continuar a estragar tudo isso?



(há vários asteriscos indicadores de exceções possíveis de colocação no texto, mas considerem que todos eles estão aqui, entre parênteses. Não há nomes ou especificações. Há apenas uma geração perdida. Cada um deve saber ou achar quem faz parte dela)

Histórias do ViNícULa - Claro, como se isso fosse verdade

Ele abriu o programa de conversas. Tipo um msn, google talk ou algo do tipo. Olhou sua imensa lista de contatos. Muitos amigos. Muitas amigas. Muitas gurias bonitas para ter conversas cheias de malícia e duplo sentido. Muita gente para xingar e depois bloquear. Muita gente para marcar encontro, de qualquer espécie.

Mas nada daquilo lhe parecia agradável. Resolveu ter uma conversa normal. Depois de um 'oi' simples, leu o que não esperava ler. "Estou com saudades" disse a pessoa. Guria.

Fazia tempo que não conversavam. Mais tempo ainda que não se encontravam pessoalmente. Ele, várias e várias vezes, mandou emails, mensagens, coisas do tipo e ela respondia com simples "obrigado", sem ao menos responder as perguntas quanto ao seu estado, físico, emocional e psicológico. Ela o ignorava e agora dizia que estava com saudade.

Ridículo.

Ele teria bons argumentos para xingá-la. Jogar tudo na cara. As mensagens não respondidas, ou melhor(não seria pior?), respondidas com indiferença. Como quem diz "tá, e daí?! que você me mandou uma mensagem e importa-se comigo". Mas ele não teve vontade de dizer aquilo. Então foi hipócrita, como tantas vezes foi obrigado, por uma sociedade patética, a ser no seu dia-a-dia.

Disse que estava com saudades também e que não via a hora de reencontrá-la. Tudo mentira. Ela disse o mesmo. A conversa durou mais alguns minutos. Com as mesmas perguntas hipócritas de sempre. Perguntas hipócritas que vem sempre com substantivos ou adjetivos hipócritas. Porque a hipocrisia nunca vem sozinha.

Alguns minutos e mais nada. E nunca mais voltaram a conversar. Ele porque não conseguia esquecer daquele "estou com saudades". Ela, porque não conseguia lembrar quem era ele.

Felizes os computadores

Felizes são os computadores.

Porque são vários os programas que deletam arquivos inúteis.

Porque são vários os programas que avisam quando um arquivo não é utilizado muito tempo.

Porque são vários os programas que informam quando um arquivo não faz bem pra ele, e geralmente o apagam.

Porque é fácil deletar.

E criar um arquivo novo.

Porque é fácil ouvir a música que se quer, a qualquer momento, e não é necessário que uma imagem venha com ela.

E se vier, dá para esconder a imagem.

Felizes os computadores.

Cujos donos sabem usá-los.

E não os abandonam, como se fossem lixo.

Sejam eles bonitos, úteis, ou uma porcaria velha, feia e toda empoeirada.

Felizes os computadores.

Que mesmo recebendo esse tipo de coisa, não sentem-se mal.

Por qualquer que seja o mal.

Felizes os computadores.

Fim.

É só mais um desabafo, é só mais um trecho de alguém que tem raiva de alguma coisa

Quem nunca parou e pensou "Que merda, devia ter ouvido aquele que disse que o cara lá era um tongão"?

Hoje, e devido a alguns outros excertos dos últimos dias, estou tendo uma vontade imensa de socar alguém, ou alguéns, contra uma parede, não para machucar, apenas para não poderem falar.

Vozes que não ecoam de tão ruins que são, mas que, quando percebidas pelos meus canais auditivos, incomodam, não pela voz em si, mas pela mensagem que trazem.

Sempre fui um cara irritado. Com muita coisa. Não com tudo, mas com muita coisa. Gente que irrita, gente que provoca, gente que faz coisas estúpidas e que acha isso certo. Gente que gosta de estar sempre como 'o chefe' de tudo. Gente que julga-se capaz de comandar e mandar em tudo.

E por ter esse jeito irritado com o mundo em si, há algum tempo não me preocupava mais com pessoas. Porque não adianta, não existe motivo maior para irritação do que pessoas. Não por elas serem diferentes. Mas sim por serem iguais à maioria. Isso incomoda. Gente que acha que sempre tem a última palavra, que acha que tudo o que faz está certo.

Arrogância?

Não, pessoas arrogantes não são assim. Acham tudo de si e nada dos outros. Não tentam aproximar outras pessoas para então se mostrarem arrogantes. Elas refutam qualquer tipo de conselho ou ajuda por julgarem os outros incapazes de estarem ao seu lado.

Que legal é escrever um texto com raiva. Raiva de querer simplesmente socar alguém até esse parar de falar. Já que só matando poderemos parar de pensar. Ou em algumas outras exceções.

Mas as exceções não vem ao caso.

Ah... pego o trecho da música do Catedral que o Maurício colocou alguns posts abaixo, para terminar esse trecho raivoso.

"Ando tão triste, tão desapontado...''

Chega.

O tempo e o homem em palavras, ou frases, ou nada disso

Dias que virão. Amanhãs que serão ontens em questão de horas.

Vai's seguidos de foi's.

E tudo passa.

Sim, até a uva pode passar.

Mas no caso, o ser humano é o maior passageiro.

Do mundo.

Da vida.

Do hoje.

Do amanhã.

Porque tudo virará ontem.

E nada voltará.

E não há tecnologia que consiga faze essa lógica.

Essa vida.

Essa existência.

Esse tempo.

Mudar.

Nada.

Nem o mais passageiro dos seres.

O próprio homem.

O maldito.

O incapaz.

E o pior de tudo, o arrogante.

Oasis - Go let It Out

Não leia, assim como eu, você não vai gostar

Nenhuma música me parece boa. Nenhuma música me faz cantar. Nenhuma música me alegra. Todas as músicas me parecem deprimentes.

Como um bêbado que não vê outra solução para sua vida que não seja beber até cair para conseguir esquecer, mesmo que por alguns instantes, suas decepções, me vejo numa situação deprimente.

Não quero me matar, não quero sequer encher a cara para esquecer problemas que não tenho.

Não que não tenha problemas mas, não é por culpa deles que estou com a impressão de que tudo o que me cerca é deprimente.

Fiquei conversando com meus amigos até às 6 da manhã de hoje. Bem legal. Tirando o sono depois, mas isso nunca me afetou.

Me fez bem. Só que ultimamente isso tem sido muito momentâneo.

Não busco glórias que me façam feliz. Sequer estou buscando alguma coisa grande ou pequena, simples ou complexa. Não busco nada porque não sei o que buscar.

Que merda deve ser ler, de tempos em tempos, uma sequência de textos estúpidos como esse. Porque isso não passa de estupidez mesmo.

Ainda bem que eu sei. E por que escrevo então?

Para tentar me motivar a sair desse marasmo todo. Dessa melancolia. Dessa deprimentação. Sim, porque posso estar deprimido, mas não depressivo.

A questão toda é que tentei ouvir de tudo, mas nenhuma música teve algum efeito positivo. E o pior. Não tiveram nem um efeito negativo.

É o tal do incognificado. O estranho estado de ser de uma mente que pensa muito, idealiza muito e acaba se prejudicando por esse excesso de trabalho sem grande proveito físico.

E não quero que ninguém comente esse texto. Se alguém comentar, vou excluir.

Quer comentar mesmo assim? Comente os textos abaixo. São bons. Diferentemente desse.

É filosofia, psicologia ou psicanálise? Não, é desabafo mesmo

A descoberta de ações, gestos ou simples palavras de terceiros, direta ou indiretamente a nós(ou até nem direta nem indiretamente a nós) dá a possibilidade de mudança de conceitos e de queda daquela "moral" que esses terceiros poderiam ter(ou apenas piorar um já ruim conceito).

Uma simples atitude desleixada, incosequente e, feliz ou infelizmente, sincera leva a queda de escadas imaginárias, de palanques morais existentes nas mentes das pessoas que cercam o executador da iniciativa.

Jamais vou querer dizer que devemos fazer algo para agradar terceiros. Muito pelo contrário. Apenas estou querendo dizer que atitudes como críticas infundadas a outros terceiros(ou segundos, como queiram) ou atitudes mesquinhas e de baixo calão(nível, que seja) ou qualquer outra coisa que possa prejudicar alguém acabam afetando a reputação, moral ou qualquer que seja a forma de conceituar outras pessoas, consciente ou pura e simples inconscientemente, da pessoa para com outras.

Você acaba por desanimar com determinadas pessoas quando percebe que elas não são tudo aquilo. E não vamos entrar na, hoje, baboseira de amigos sinceros/faça o que você quiser sem pensar nos outros/qualquer outra forma de utopia estúpida, da qual eu gosto de fazer parte do seleto grupo que ainda acredita que é a partir dessas estúpidas utopias que conseguiremos construir uma sociedade menos arrogante e hipócrita.

Eu só queria escrever que não tenho mais vontade de dizer "que bom que você vai" para algumas pessoas. E mesmo demonstrando isso descaradamente/explicitamente/pra qualquer burro entender, a pessoa não conseguiu se tocar ainda de que ela não é mais pra mim o que pareceu ser.

Muda alguma coisa pra ela? Provavelmente não. E nem tenho essa ambição.

Entretanto, muda para mim.

E talvez para mais alguém.


*passei a postar no Tosco o que tenho em mente, e só o faço mediante a dois preceitos: vontade incontrolável ou necessidade de atualização. Dois membros viajando, um terceiro(e talvez um quarto, mas não vou julgar) que só enrola e não faz nada de útil quando está na frente do computador e uma quinta(puts, o Tosco tem 5 membros além de mim, que orgulho(ou não)) que foi a última a postar. É, alguém tem que manter essa bodega, digo, esse blog.

(ah, escrito em 06/02/09, às 10:14)

Um saco, uma droga, uma porcaria? Não, é tédio mesmo

Sábio aquele que, por algum motivo, algum dia, em algum momento de sua vida, teve a feliz idéia de dizer "eu já tentei de tudo mas não tenho remédio pra livrar-me desse tédio". É simplesmente uma frase genial que foi transposta, colocada e usada em uma música que, se não o maior sucesso de todos os tempos(sequer é o maior sucesso da banda que canta-o), é uma das que mais retrata a realidade de algum ponto de vista.

O tédio é definido como um aborrecimento(dentre outras duas palavras que em toda minha vida nunca ouvi ou li). Um aborrecimento é como alguma outra coisa difícil de definir, entretanto todos sabem o que é e para que serve(ou não serve).

O estar sem fazer nada, seja por não haver outra coisa a ser feita ou por vontade pura e simples de não fazer o que se pode fazer(por diversos motivos) não deve ser criticado jamais, pois é um dos estados mais melancólicos com o qual o ser humano convive durante o seu curto período de existência com a vida que estamos acostumados a presenciar e nos dá a oportunidade de ler bobagens(ou tosquices) como esta.

No fundo, todos sabemos que tédio não é nada mais do que o "não tenho nada para fazer" ou "não tenho vontade de fazer nada" ou ainda o radical "a minha vida é uma merda". Sinceramente, difícil que seja um tédio cuja frase definidora não seja uma das três citadas.

A merda, a porcaria, a droga, o saco e qualquer outro adjetivo não muito pejorativo ou depravante de tudo isso que eu acabei de escrever é que não há solução viável. Dormir acaba aumentando o tédio no retorno ao mundo... vivenciado de cada dia. Fazer algo como ler o jornal, um livro ou às propagandas de lojas comerciais quaisquer, não diminui o tédio. Mais uma vez, após executada a ação, o tédio torna-se maior.

Muito provavalmente o mistério(que talvez não seja mistério mesmo) de como acabar com o tédio não seja um dos maiores mistérios da humanidade, embora seja um dos maiores mistérios inúteis que habitam minha mente, e meu corpo, que se sentem presos a coisas patéticas como ler o local de fabricação de balas e ir até a cozinha para jogar o mesmo papel de bala no lixo.

Eu não odeio minha vida. Eu não odeio meu dia. Eu não odeio o idiota que atirou uma latinha de cerveja no meio da rua. Eu não consigo odiar nada hoje.

Como não posso fazer o que quero, conversar com quem quero e sequer odiar alguém, acho que vou dormir mesmo.

Que droga... estou entediado demais para isso.

desabafo

Vontade louca de chorar...

Às vezes me dá uma vontade louca de acreditar em todo mundo, de realmente acreditar que todos são o que parecem, que ninguém tem um lado ruim a esconder, que todos são amigos, que ninguém é falso, que ninguém vai tentar te dar um bote, que ninguém vai te trair. Mas aí vão as pessoas em quem a gente acredita mais que em outros, porque eles parecem lutar pelo mesmo ideal, digo, O Ideal, e sacaneiam tudo.
Pessoas do mal. Que machucam. Que mentem, que enganam.

Um, dois, três...

... quatro, cinco, mil, que alguma coisa vá pra ponte que partiu.



Eu só quero xingar hoje. O cara que achou que eu ia desviar dele na rua mas acabei, só de teimoso, não desviando e conseqüentemente esbarrando nele. Pedi desculpas, mas não queria. Devia tê-lo xingado, como ele fez comigo.

Queria xingar qualquer coisa que não pudesse reclamar de estar sendo xingada. Não por covardia, apenas para não me irritar com respostas, fossem elas justas ou não.

Acho que vou pegar uma almofada. Não, melhor evitar os socos.

Um grito. Um sorriso. Um abraço. Uma chuva. Um aperto no coração,  na mão, na bochecha.

Algo que me faça pensar. Algo que me faça esquecer.

Quero xingar quem acha que o que eu escrevo é bobagem, é besteira, é uma merda. Por mais que seja isso mesmo. Quero xingar porque...

Preciso.

Porque me faria bem.

Assim como uma noite de sono. Que não terei completa. Pois sono que é bom fica em casa. Na minha casa.

Longe de casa, há menos de uma semana. Há mais de um dia.

Quero voltar, mas preciso ficar longe mais algum tempo. Não só pela necessidade. Mas pela vontade de me afastar um pouco do dia. Da noite. Da cadeira. Do sofá e da cama que vejo há anos.

Fui.

Uma série de palavras

Andei tentando pensar em coisas que pudessem ajudar as pessoas. Pela primeira vez pensei em ajudar, de alguma forma, as pessoas que podem ler esse humilde e tosco blog. Nunca escrevi aqui por alguém. Talvez não o esteja fazendo agora também, mas enfim. Pelo menos pensei que hoje eu poderia ajudar alguém, mesmo sendo eu quem precisa de ajuda.

O fato é que conversando mentalmente com meu eu-lírico cheguei à conclusão de que muitas pessoas erram por mediocridade. Não por serem falsas, hipócritas, arrogantes ou egocêntricas. Erram por serem medíocres.

Porque esperar o ano novo chegar para fazer alguma coisa é mediocridade. Seria hipocrisia, mas mediocridade engloba mais coisas. E é mais ofensivo chamar alguém de medíocre do que de hipócrita.

Aí as coisas começam a ficar divertidas.

Esperam até o final do ano para prometerem que vão emagrecer, estudar, correr, parar de comer frituras ou chocolate, fazer um tratamento anticaspa, antirrugas, anti o raio que o parta.

Esperam o Natal chegar para dar um presente(e se tornam mais hipócritas ao fingir que o Natal é a única data do ano para se dar presentes...). Esperam o dia do aniversário da pessoa pra desejar felicidades e dar um abraço. Esperam o sábado chegar para tomarem água. Esperam a segunda chegar para reclamar do trabalho, da aula, do mundo. Esperam o sol aparecer para pedir chuva. Esperam a chuva aparecer para pedir sol.

Esperam as suas vidas se tornarem algo patético para só então quererem mudá-las. Antes tarde do que nunca? Preferível que fosse o nunca então.

O fato é que o que eu ia escrever que pudesse ajudar alguém, não foi escrito. Então, o texto vai ficar sem título relacionado a ele.

E esse foi mais um desabafo deste que ainda é o presidente do blog, até que alguém queira me tirar.

Campanha: Concorre Sinoscap

Por favor Sinoscap, mete uma concorrência na Leopoldense, pra que a linha Glória ganhe mais uns ônibus, porque virou palhaçada já, a cada meia hora e olhe lá tem um Glória e esses motoristas safados nunca chegam no horário previsto, o que piora ainda mais. É ruim aqui em SL, tem gente que mora na Scharlau e não pode pegar o Scharlau porque este para do outro lado da faixa e pra piorar, o Campina que também é da Leopoldense, passa todo o minuto, em média uns 30 Campinas e 1 Glória( sem exagero nenhum).

Pra quem não sabe, Sinoscap e Leopoldense são empresas de ônibus, fortes aqui de SL.

* É um desabafo, não só meu, mas de quem mora na Scharlau e não pode andar de Scharlau. Não é só eu que reclamo, por exemplo hoje na parada muita gente comentava. Além de ter poucos ônibus, os caras não cumprem horário e isso é muito ruim !

* Pra quem não entendeu nada e odiou, escute a música aqui embaixo, Wander Wildner mata a pau!

*Claro, não levem a sério a letra da música !


Wander Wildner - Lugar do Caralho

Alguém disse um dia...

...que definir-se é limitar-se.

Bobagem.

Definir-se é simplesmente tentar dizer o que tu és, o que tu fazes, o que tu pensas, o que tu queres e não queres.

É tão idiota aquele babaca que falou isso que acabou vendendo milhões de exemplares de um livro patético de auto-ajuda.

Sim, vendeu milhões e é idiota.

Explico.

Pessoas inteligentes mesmo, que lançam bons livros, não vendem milhões. Não ganham milhões. Pelo menos não em um livro.

Porque o povo, não só brasileiro mas principalmente, gosta do que não é bom. Gosta do popular. Do mais vendido. Daquilo que ilude.

Eu já critiquei livros de auto-ajuda, paletras motivacionais e o raio que o parta desse tipo. Porque a ajuda dura alguns dias, e olha lá.

Não passa de ilusão.

O fato é que definir-se é simplesmente tentar passar para a fala ou para a escrita aquilo que se é e não é visto diretamente.

Definir-se não é limitar-se.

Porém é claro que isso é a minha opinião.

Vão para o inferno malditos chupadores de tóxicos

Por que tanta demora...?

Por que tanta insistência...?

Eu não consigo entender como a juventude consegue ser tão impaciente e ao mesmo tempo tão irritante por sua demora. Os caras se matam por qualquer coisa. Porque são idiotas por dirigirem bêbados ou chapados. Porque fumam, cheiram, bebem e até injetam para se "sentirem" melhor ou apenas para mostrar ao mundo, e principalmente àqueles que são, no mínimo tão idiotas quanto os mesmos, e que os cercam.

Por que esse bando de idiota pega uma arma e atira contra outro, que talvez merecesse mesmo morrer, mas enfim... por que?

Eu não consigo aceitar que faço parte de uma geração que busca, incansavelmente, com pressa(aí está a contradição dessa geração, cuja parte citada e criticada é imbecil) e sem escrúpulos, o fim. O fim dela mesma.

Querem se matar, beleza. Façam como muitos que simplesmente meteram uma bala em suas cabeças e deram um fim as suas vidas e amenizaram o sofrimento(é melhor perder alguém que não merece viver do que sofrer por ver essa pessoa se degradando em perdições) daqueles que os cercam.

Vão logo para o inferno. Gente estúpida.

Vocês financiam o tráfico, vocês matam gente que vive de maneira honesta e justa, vocês estragam, ainda mais, uma sociedade condenada ao fim.

Vão logo para o inferno e parem de atrapalhar aqueles que jamais fariam o que vocês fazem.


(Agora vamos... critiquem-me mais uma vez nos comentários...)

Vamos comemorar!

Comentei no post abaixo e achei que pudesse sair um texto do comentário.

Eu escrevi que o importante é comemorar.

Será?

Em meio a tudo o que acontece, temos motivos para comemora?

Bom, acredito que todos os que estão lendo isso, se é que alguém de fora do Tosco está lendo, é porque têm casa, comida e uma vida, teoricamente, saudável.

Quem tem um computador, com internet aliás, em casa, pensa no que vai comer e não se vai comer. Isso é motivo para comemorar.

E eu poderia puxar para todos os problemas sociais que atingem a sociedade, o mundo, como a pobreza na África e os coitados dos tibetanos que levam surras apenas pelo fato de existir. Poderia eu escrever linhas, parágrafos, um gigantesco texto sobre a violência urbana das nossas cidades.

Mas eu não vou escrever isso.

Porque é uma coisa que todo mundo sabe. Que todo mundo está cansado de ler. Que todos estamos cansados de saber que existe e cansados por não podermos fazer nada para ajudar os mortos de fome do continente mais pobre a comer e os coitados dos tibetanos a não levar surras.

Devemos comemorar mesmo?

Acho que sim.

Estamos vivos.

Temos o que comer.

Temos casa, família, amigos.

Acordamos.

Vamos dormir.

E, mais importante de tudo, podemos ler o Tosco por ser Tosco.


Essa última foi pra acabar.


Hoje eu disse chega ao moralismo. Talvez amanhã eu volte a escrever algo moralista. Mas hoje não. E esse é mais um motivo para comemorarmos.

Hahahaha

Sobre aniversário, hipocrisia e sinceridade, numa análise tão tosca quanto o título

Uma pessoa está de aniversário. Você só sabe que hoje é aniversário dela porque o orkut lhe informou. Você não lembra da pessoa. Ou nem conhece a pessoa. O que fazer?

Dando os parabéns e desejando tudo de bom, saúde, felicidade, paz, enfim, todas essas coisas, você estará sendo hipócrita ou apenas educado?

Dando os parabéns, mesmo sem conhecer a pessoa, só porque o orkut lhe avisou, você estará sendo sincero com a pessoa? E consigo mesmo?

Dando os parabéns, mesmo não querendo dar os parabéns porque a pessoa, na sua opinião, não merece, o que você estará sendo?

Você gostaria que as pessoas te dessem os parabéns mesmo que elas não te conheçam?

Você se importa e se alegra lendo desejos de felicidades vindo de pessoas que você sabe que não te dariam os parabéns se não fosse o orkut?

Faz alguma diferença para você receber um recado daquela guria que é amiga de uma amiga sua, que só lhe adicionou porque sabe que você é rico ou porque te achou bonito, ou algo do tipo?

Até que ponto esse negócio de dar os parabéns, desejar felicidades faz diferença na sua vida?

Até que ponto você o faz só para "ser educado" ou "puxar o saco" ou mesmo "provocar"?

Você lembra de cor do aniversário de quantos amigos seus?

E você acha que quantas pessoas sabem mesmo o dia do seu aniversário?


Parabéns via orkut é um troço bem difícil de se analisar. Eu mostrei os dois lados.

EU, não desejo felicidades a quem não conheço ou a quem não quero desejar felicidades. Falta de educação? Não. Sinceridade.

Quando quero que a pessoa seja feliz, mesmo, desejo os parabéns, sinceramente. Não apenas um "parabéns" hipócrita. Antes de fazer isso, é melhor fazer como eu, ficar calado, como se nada tivesse acontecido. - minha opinião.

Vocês podem comentar isso, expressando vossas opiniões, ou não, e me criticar em pensamento ou em palavras que só serão ouvidas pelos teus próprios ouvidos.

Excluo-me e excluam-me

De volta ao tosco, mas não porque passei a ter um tempo considerável disponível para

Se tem uma coisa que eu não gosto é quando começam a me incluir em certas coisas. Eu escrevia assim, generalizando, mas nunca gostei de generalizações. Na verdade, fazia-o na raiva, no impulso, sem perceber que havia generalização nos meus textos. Não aqui no tosco, mas no meu outro blog.

Aí começam com aquela de que todos temos que viver como amigos, como irmãos, pois somos todos filhos de Deus. Concordo com a última parte, mas fingir, ou até forçar, amizade, irmandade, com uma pessoa que não suporto ou não quero proximidade, é falsidade, hipocrisia. Deus quer sinceridade. Pelo menos eu entendo que ele a queira, ao invés da maldita característica dos normais.

Da sociedade, passam a me incluir como juventude. Porque os jovens não são responsáveis, não pensam nas conseqüências, vão pra festas, se acabam enchendo a cara com bebidas alcoólicas, enfim, coisas do tipo. Que saco, se isso é a juventude(a juventude, substantivo que generaliza os jovens, porque se fosse o Juventude, eu ia mandar perguntar para um colorado... cadê o Maurício nessas horas??? - hahahaha), eu me excluo dela. Se todo guri é galinha, eu me incluo fora também. Se todo guri é irresponsável, me incluo fora por me conhecer. Por vezes posso ser egoísta de querer fazer ao meu jeito, ou querer que algo de certo só porque eu fiz, mas sei que sou diferente, até por ser assumidamente um maluco(nota: malucos não são necessariamente irresponsáveis).

Aí começam também com o que a maioria diz. Me excluam dessa maioria. A maioria ama o brasil, eu não. A maioria, ama ruídos(erroneamente chamados de música) para corno e para plaiboi de merda(aquelas poesias sem rima, sem nexo e sem palavras, cantadas). Eu odeio essas merdas de ruídos. A maioria gosta do carnaval. Eu não. A maioria torce pro flamerda. Eu não. A maioria é normal, eu não. Chega de me incluir na maioria. Eu faço comparações, mas entre grupos, não num contexto geral, como outras pessoas(sem usar o maioria ou minoria) fazem.

Outra coisa que me tapa de nojo é quando começam a falar que dinheiro e beleza são importantes. Mas que porcaria. Se eu conheço uma pessoa, vou olhar para a cara dela ou vou conversar com ela. Olhar sem falar não existe. Nada existe sem palavras ou gestos. Enfim, lembrem-se das exceções. Mas me excluam dessa beleza. Sou um guri feio, narigudo, assumidamente. Não tenho medo nem vergonha em falar. Então por favor não me venham falar em beleza. Não é o caso de ser bonito e falar de beleza ou não ser bonito e não falar sobre a mesma. É questão de convicção. Conheço pessoas, consideradas bonitas, que não acham a beleza importante. E isso é bom.

Outra coisa que quero que me excluam é a tal da inteligência. Mas que droga. Não sou inteligente. Se eu fosse, estaria eu aqui escrevendo em um blog? Não, porque os inteligentes escrevem coisas somente quando necessários. O que não é necessário escrever, eles guardam mentalmente. Existe o potencial e a vontade. Os dois aliados formam alguém inteligente. Quem tem só um deles, não é inteligente, mas pode ser. Eu acho que tenho metade de cada um. Mas não consigo chegar ao máximo em um dos dois. E pra concluir esse parágrafo, não tenho a ambição de ser inteligente. Se assim, semi-burro, já querem copiar respostas de mim, imaginem se eu fosse inteligente... Não. Não quero ser inteligente.

Por fim, excluam-me de qualquer forma de normalidade. Não tenho a mínima vocação para ser apenas mais um. Prefiro ser um idiota, mas com acorde próprio, como diria o Bach. Não tento ser com outro alguém. Chega de normalidade. Eu já fui um deles, por isso escrevo sempre sobre essa diferença, que só existe para mim, mas até por isso, me diferencio daqueles que criam uma bolha, que seria o seu mundo, e copiam o papel de parede do vizinho, se é que alguém consegue entender isso.

Chega. Não me incluam em nenhum desses grupos. Ah, no último grupo está embutido e implícito os banalizadores, os falsos, hipócritas, enfim, vários tipos de grupos característicos dos normais.

Até!

Desabafo(mais uma vez)

Sentado na frente do computador, ao lado de outra cadeira, vejo à minha frente não só o monitor, o dicionário, mas também aquela que tem sido minha companheira de blog. Não só aqui, mas nos meus outros blogs também. Minha garrafa com água.

Garganta seca exige que bebamos água. E comigo hoje a garganta está muito seca. Chega até a arder. E não há água que a faça parar. A água acalma um pouco essa ardeção. É sede. Sede, não só de água, mas de algo mais.

Eu podia escrever um poema, uma poesia, mas não, não o farei pois deixo para aqueles que se julgam poetas do século XXI que as façam. Só que não me chamem qualquer coisa de poesia.

Eu usaria uma metáfora, uma antítese, mas tudo isso é muito comum e eu não lembro o que é antítese(nas aulas de literatura eu lia, não prestava atenção na aula). Mas não sei, volto à garrafa. Como é útil ter uma garrafa. Quem já teve sede, quem já sentiu a sua garganta arder, por qualquer que seja o motivo(sem bobagens mentes poluídas), sabe que quando se bebe água, isso passa. A garganta volta ao normal.

Quem me dera eu, nesse momento, ter uma garrafa com água psicológica. Não é alucinação. Não fumei nem bebi, nem coisa parecida. Não estou surtando. Porque acho que alguém deve concordar que não há nada mais "ardente" que uma traíção. Nem precisa ser uma traíção com falsidade ou o famoso "par de chifres", muito menos uma sacanagem que lhe prejudique pelo resto da vida. Uma traição por omissão já basta. E algumas vezes essa é a pior traição possível. Porque quando tu menos esperas, descobres que alguém não queria que tu soubesses de algo.

Posso contar quantos textos escrevi sem um sentimento que não fosse raiva ou vontade(vontade de expandir uma idéia ou um sentimento de felicidade ao mundo). Raros são esses.

A luta contra os normais é interminável. Nunca acabará. Nem procuro a exceção desse nunca pois seria como procurar uma pessoa, sem saber o seu nome nem endereço, numa cidade como Tóquio. Não dá. Tu podes perder a vida inteira.

As pessoas buscam felicidade. As pessoas buscam amor. As pessoas buscam carinho. As pessoas buscam alguém que as entenda e proteja. As pessoas buscam algum bem material. As pessoas buscam um sonho. As pessoas buscam... tudo o que tiverem vontade. Não critico isso, pelo contrário, se o desejo é sincero eu apóio a busca. Só que eu não busco isso. Já tenho isso. Meus sonhos poderão se realizar, por isso não os busco agora, o resto do que escrevi, já tenho(meus pais me entendem e me protegem). Busco agora sinceridade.

Não a sinceridade de desabafo, a sinceridade de raiva e muito menos a sinceridade de interesse. Busco a sinceridade sincera(muito redundante, porém real). Uma sinceridade quase inexplicável. Uma sinceridade que os normais jamais presenciaram.

Disse muito e não disse nada. Mais uma vez. Ah, descobri o que eu vou buscar à partir de hoje, deixando um pouco de lado a sinceridade que tanto procurei mas raríssimas as vezes que achei. Vou buscar a tal da garrafa com água para a minha mente, para o meu problema psicológico.

Mais uma vez retomo uma idéia que escrevi em um texto passado(no blog do maluco), que eu só tenho uma saída, ir para um hospício, um manicômio. Não me resta mais nada. E esse é o meu destino quando eu parar de querer enfrentar esse mundo normal que tanto me prejudica e que eu tanto insisto em perdoar, assim como o filho DELE fez conosco.