Eu não faço parte dessa geração, um desabafo profundo e radical

Não sei se a culpa é dos adultos, da televisão, da história da humanidade, dos professores de Física vindos do inferno ou das modelos esqueléticas. Não sei de quem é a culpa pela influência, pela apresentação e pelo recrutamento, por assim dizer, de tudo aquilo que hoje é assim. Tendências seguidas excessivamente. Exemplos patéticos e péssimos do que não de deve fazer. Mas que são feitos como se fossem recomendações médicas obrigatórias.

É sério, eu já disse. Não me incluam nessa geração. Eu não faço parte dela. Não faço parte das estatísticas. Esqueçam. Não contem comigo. Para nada. Não faço parte dessa geração que alguém transformou, o que se transformou por si só, na pior geração da história.

Sério, usando um radicalismo típico da raiva, quero que vocês, jovens que fazem parte dessa geração morram. E não faltam meios para isso. Vocês tem todo o mundo a seu favor. Usem-no para que possamos tapar logo essa cratera imensa que vocês fizeram na sociedade, e no mundo. Não sei quem começou,  por que vocês fizeram ou são assim, mas eu quero que isso acabe logo. Morram.

Entupam vossos corpos de bebida alcoólica. As opções são muitas: cerveja, cachaça, vodka, rum, enfim, qualquer coisa. Bebam álcool etílico, gasolina, qualquer coisa. Mas entupam vossas veias com isso. Percam todo o sangue e coloquem no lugar dele álcool. Morram. Coma alcoólico ou em uma batida de carro. Dirijam bêbados sem medo, não é perigoso para vocês, onipotentes jovens dessa geração. Morram. Batam os seus carros e, se possível, levem alguém com vocês. Batam em outro carro cheio de jovens como vocês. Vomitem seus intestinos se não quiserem sair de casa. O intestino e tudo o que estiver por perto. Vocês não precisam disso, afinal, são jovens poderosos e inteligentes.

Destruam vossos pulmões e cérebro. Cérebro? Suponhamos que todos vocês tenham isso mesmo. Destruam-nos. Maconha, cigarro, cocaína. Até aquele crack deve servir. Qualquer coisa. Do mais barato ao mais caro. Das coisas de pobre às de rico. Da seringa infectada com AIDS ao ecstasy. Qualquer coisa. Fumem, cheirem, injetem, coloquem nos ouvidos e embaixo das unhas. Todas as drogas possíveis. Mas morram. De qualquer jeito. Briguem para conseguir isso, peguem tudo o que tiver em vossas casas e vendam por preços irrisórios para comprar drogas. Briguem com os traficantes. Comprem armas e tentem matá-los. Morram. De qualquer jeito. Por qualquer droga. Literalmente.

Morram pelo prazer. Façam sexo com prostitutas, travestis ou com a mistura dos dois. Não usem preservativos. AIDS, sífilis, qualquer coisa que os leve à morte. Mas vocês vão morrer com prazer, certo? Então estará bom para vocês. Prazeres da vida. Aproveitem eles e morram. Infectem o máximo de jovens como vocês. Embebedem alguns se for preciso para facilitar a tarefa. Dois contra um vale também. O importante é transmitir doenças, propagar o prazer e encaminhar todos os jovens semelhantes a vocês à morte.

Vocês não precisam de estudos. Não precisam tentar aprender alguma coisa. Vocês sabem tudo. Sabem mais do que os professores, por isso não precisam prestar atenção na aula e também por isso xingam os professores e arruinam com as vidas deles. Vocês sabem tudo. Como viver, o que viver, para que viver. Então vivam. Mas vivam muito em pouco tempo. Não demorem muito a morrer.

O mundo não precisa de vocês. Já temos pessoas demais no mundo. Vocês, jovens que fazem parte da pior geração da história, não precisam viver. Morram logo. Aproveitem a vida como se fossem morre amanhã. E morram amanhã mesmo. Quanto antes morrerem, antes nós, seres humanos que não fazemos parte da geração de vocês, poderemos começar a reconstruir todo castelo de valores que vocês destruíram. E destruíram por simples egoísmo.

Ganharam o livre-arbítrio e o usaram da pior maneira possível. Então encurtem esse período de existência, morram logo. Com bebidas, drogas, doenças, qualquer coisa. Vão à luta com armas, e matem-se uns aos outros. Tiros no meio da testa. Ou no coração. Mas sem volta. Matem sem dó nem piedade. E morram. Maldita geração. Malditos são vocês, que só buscam prazeres fúteis e desnecessários. Não sei quem levou vocês a isso. Não sei se vocês escolheram isso por gosto. Não sei se escolheram porque os amigos escolheram antes. Não sei.

O que importa é que eu não sou como vocês. Que muitos não são como vocês. Vocês não farão falta alguma. O mundo, a sociedade e todos aqueles ditos cidadãos de bem. Nenhum deles vai sentir falta de vocês. Morram logo. Acabem com toda essa droga de uma vez.

O mundo não precisa de vocês. A sociedade não precisa de vocês. Por que insistem em continuar a estragar tudo isso?



(há vários asteriscos indicadores de exceções possíveis de colocação no texto, mas considerem que todos eles estão aqui, entre parênteses. Não há nomes ou especificações. Há apenas uma geração perdida. Cada um deve saber ou achar quem faz parte dela)

2 comentários:

Anônimo disse...

jovens podres
adultos podres
e até crianças podres
idiotas

todos são

Graziela disse...

"O mundo não precisa de vocês."
e bem isso.