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Independendo do depender


Dependendo do que você entende por dependência, você talvez encaixe alguma situação passada, alguma palavra assada ou algum neurônio afogado nisso. Depende apenas de você fechar os olhos e ainda assim ler. Não depende de sentido, depende de subjetivo. Para quem não depender, pare por aqui e leia textos diversos de outras pessoas, com conteúdos certamente melhores. Mas claro, depende do que você considera melhor, do que eu considero melhor. Só não depende da maioria, já que ela muitas vezes erra. Mesmo que não dependa de opinião saber que All you need is love e Yesterday são duas das melhores músicas da história e que Isaac Newton foi um louco que, de tanta raiva das maçãs, inventou uma, ou várias, teorias, para que no futuro as pessoas perdessem tempo, independentemente de quanto, pensando e tentando entender.

Seja um advérbio, uma conjunção, pronome, substantivo ou adjetivo, ou nada disso, o depende é mais independente que o brasil e mais livre do que qualquer pessoa que julga possuir tal liberdade, independentemente de qual seja ela.

Dirão que tudo depende. Diria que tudo depende. Não direi que tudo depende. Porque tudo não é tudo, nem sempre ou quase nunca. Depende do ponto de vista. Independe da razão, passando para a percepção, que dependendo da situação, é da parte racional, sem ser razão propriamente dita. Mas isso não depende de nada além de uma simples ligação, sigma, pi ou por pontes de hidrogênio, entre o que é razão e o que pode ser percepção. Ou vice-versa, dependendo do estado de espírito. Espírito? Deixa ele lá porque ele é independente.

Das coisas que dependem independentemente de outras - pasmem, elas existem - o entendimento do significado em um verbo, no gerúndio, particípio ou infinitivo, é das mais concretas, independendo da marca do cimento a ser usado. Porque você entende muita coisa, mesmo que esteja tudo errado. Entender é importante, até porque, é verbo - no infinitivo, acho -, é ação, provoca reação em algum lugar do universo, ou do outro lado da tela. O que eu entendo com palavras que me são dirigidas é problema meu, dependendo do que a reação que a minha ação, que foi reação por ter recebido uma ação, pode causar. Independe do entendimento de frases longas, mas depende da importância e do sentido dessas frases. Cada um entende o que quiser, com o certo ou o errado e não depende de mim o entendimento do que quero dizer.

Eu escrevi. Sem ler novamente. E não depende de mim corrigir o texto, por não saber se há algum erro. Gramática, não semântica. Porque você acha que está errado o que eu escrevi, uma frase, uma palavra, toda essa porcaria. Você acha, isso não depende de mim. Assim como não depende de você a minha satisfação em ter escrito um texto dependente de uma palavra na gramática, mas independente no significado.

Claro, depende do ponto de vista. Da vontade de ler. Da fome ou da sede que você possa sentir enquanto leu apressadamente esse texto.

Independendo da comida ou da bebida a ser consumida. Dependendo da marca. Independendo da quantidade.


No fim, o céu é o objetivo. Independentemente de como você possa chegar lá. Mas dependendo se você acredita ou não nesse céu. Azul, branco ou preto.

Escolha o que for escolher, mas escolha o que você quer

Se você faz críticas sociais, te chamam de esquerda ou direita. Conservador ou radical. Se você é conservador, ou seja, melhorar as coisas com o que temos, sem mudanças, você é antigo. Se você é radical, ou seja, mudar com o que precisamos(mesmo que muitas vezes não precisemos de nada), você é rebelde, talvez sem causa.

Você escolhe um lado e já está errando. Escolher um lado é deixar de lado o que há de bom no outro lado. Se você escolhe pelo meio termo, ou seja, fica em cima do muro, segue o meio termo procurando coisas boas nos dois lados, um dia cai em contradição e acaba caindo do muro. E para onde? Para um dos dois lados.

De uma maneira ou de outra você escolhe algo e deixa outras coisas de lado. Você escolhe jogar futebol e não consegue jogar basquete depois pois o corpo não aguenta. Escolhe lutar pelo amor da sua vida, mesmo que ela não te ame, e deixa de lado outras pessoas que te amam, mas que você não pode retribuir. Você escolhe fazer o certo e chegar em casa pensativo a fazer o que todos fazem, errar, e rir com tamanha merda.

Você escolhe. Deixa de escolher. Faz e deixa de fazer.

Mas o que importa, você sabe que no fim o importante é fazer da escolha parte da sua vida. Mesmo que a escolha não esteja nem aí para você.

Não importa o que você fale, isso será relativo

Relativo como tudo(que nem sempre é tudo, assim como o sempre pode não existir por toda eternidade e o jamais pode ser uma negação tão fraca quanto um simples não) que acaba sendo, por maioridade de votos ou por decisão de uma maioria (geralmente) estúpida, o viver é sem dúvida o verbo mais fácil de ser usado em diferentes lugares, tempos e de diferentes formas.

Como tantas outras palavras (algumas já citadas), o viver, que não é apenas uma palavra, pode ser usado, criado, relatado, ratificado ou mesmo inventado, em qualquer lugar que haja vida. O viver da primeira bactéria* foi o viver mais complicado e complexo pois, sem haver antes dela nada que pudesse usar o viver, ela criou a primeira forma de vida. Seria a primeira bactéria um ser de outro planeta, e assim, possuidor de um viver ou de uma ideia de viver já definida? Fiquemos com a dúvida.

Outra relatividade no viver pode ser colocada no (viver) do Adão, sujeito calmo, boa pinta, o molde para todos os homens(se alguma mulher vier com piadinha feminista, eu xingo), o primeiro ser racional** a pisar numa terra de ninguém, por falta de gente. Terra que hoje continua sendo de ninguém, por falta de inteligência e de, espantem-se, humanidade, embora humanos não faltem nesse pequeno espaço de terra, água e areia. O Adão não tinha o que fazer, também ninguém lhe ensinou a viver, mas os animais já viviam ali, então, como foi feito com o Tarzan, criaram ele como animal e ensinaram o que ele precisava saber(mas sem os tigres ou leões malvados). Até ser tirada uma costela dele e mais uma complexa forma de viver ser criada.

O viver de gente importante, como John Lennon, Napoleão Bonaparte ou como qualquer papeleiro, também é muito relativo. Como o viver de gente que não precisaria ter vida, como Luiz Inácio Lula da Silva ou o Robinho, também é relativo.(que mesmo sem vida poderiam ter o que têm, porque afinal de contas, se cada um tem o que merece, como é possível eles terem tanto?)

A questão do viver e da relatividade podes ser escrita em 140 caracteres ou em 7.000(sete mil, para os ruins em Matemática) frases, que mesmo assim, com tanto ou com tão pouco, seria relativo. Porque o viver é relativo. Tudo, nada, sempre, nunca, a vida, um cão urinando num poste, uma maçã caindo na cabeça de um futuro gênio, tudo é relativo.

A relatividade é relativa. E há controvérsias. Mas isso, isso também é relativo.

*colocando a teoria dos cientistas como algo palpável(pffff)
**colocando o ser humano, seja homem ou mulher, como seres racionais
Estou tão ausente de tudo, inclusive do twitter, que aqui no Tosco deixei de trocar a música. Mas já resolvi.

Ausente de uma vida que será passado.

Ou presente distante, como queiram.

Ausente de um dia que é passado, mesmo que ainda não seja.

Ausente de uma mente que, pensando ou não, não é nada além de uma mente.

Ausente e afastado de um corpo que, vivo ou morto, só deixará de ser corpo se for petrificado ou mesmo transformado em uma garrafa pet.

Longe do mundo. Longe da vida. Da mente. Do sonho. Do amor. De mim.

Mas continuo escrevendo frases subjetivas, cujo real sentido nem ao menos sei.

Até porque eu já disse que estou longe de tudo.

Textos que fogem de um padrão que nunca existiu em uma mente que talvez também nunca tenha existido. O nada sendo exaltado como se fosse tudo.

Estranho?

Demais.

Por hoje chega.

5 coisas que você precisa fazer para ser um plaiboizinho

(escrito originalmente no Blog do Maluco, mas como é de interesse da humanidade... postar no dia da "independência" brasileira não é por acaso...)

1 - Em primeiro lugar, tenha a certeza de você é a única pessoa importante no mundo. Ignore qualquer outra forma de existência e sempre diga a você mesmo e a todos os que estiverem por perto: "eu sou único e insuperável". Só tendo a certeza de que não há um outro ser humano que possa lhe superar, é que poderá viver em paz consigo mesmo. As outras pessoas, convença-se, só servem para que a sua superioridade fique evidente.

2 - A sua opinião é a única no mundo, devido ao item acima. Você sabe tudo e sempre está certo. Se alguém no mundo disser que está certo, contrariando uma opinião sua, ironize-o, humilhe-o e faça de tudo para que, como sempre, a sua opinião e as suas atitudes de filhinho mimado da mamãe sobressaiam-se sobre a opinião fajuta e estúpida daquele idiota que achou ser bom o suficiente para ter uma opinião superior à sua.

3 - Mesmo que você seja o maioral, o melhor em todo os sentidos, não demonstre, sobre hipótese alguma, qualquer réstia de inteligência. Todos sabemos que você não a tem, mas mesmo assim, todos os idiotas têm relampejos de inteligência. Você deve evitar isso ao máximo. Pessoas legais, queridas por todas, poderosas, enfim, pessoas superiores não possuem inteligência alguma. Então faça o maior número de bobagens possíveis, pois assim demonstrará que você está na moda e não é nenhum cara careta. A sua popularidade irá aumentar à medida que você mostrar que faz as coisas apenas por fazer. E o que importa, todos sabem, é que o seu cabelo esteja cheio de gel.

4 - Ignore aquelas antigas frases do tipo "o dinheiro não compra tudo" e "o dinheiro não traz felicidade". Você sabe que são bobagens, porque o dinheiro compra sim tudo e ele traz felicidade, e muita felicidade. Seu pai, mesmo que não tenha muito dinheiro, certamente dará um jeito de conseguir pagar todas as suas vontades e consertar, com dinheiro, todos os prejuízos causados por você. Mostre que você tem dinheiro, mesmo que você não tenha. O importante é comprar um tênis novo por mês e sempre estar com os seus aparelhos modernos de última geração.

5 - Não adianta fazer o que está acima se você não parece. No mundo superficial em que vivemos, é muito mais importante vestir uma camisa larga, que deixe os seus braços de academia bem à mostra. Não esqueça jamais de colocar bastante gel no cabelo, usar um daqueles correntões no pescoço e das pulseiras, mesmo que de pano, como se você fosse um daqueles rappers poderosos. Aparente ser sempre o que você não é. Ande sempre olhando pra cima, porque afinal, você é superior. Se algum dia olhar pra baixo, será para pisar em alguém. Os tênis, já citados, devem ser aqueles de skatistas, que são pelo menos duas vezes maiores que os seus pés. A calça, com ou sem cinto, deve estar sempre caindo, mostrando a cueca na maior parte do tempo. Ande sempre balançando bem os braços e o corpo inteiro. A pose é mais importante do que o saber andar.

Mas nunca se esqueça de quem você é, ou melhor, de quem você aparenta ser.


*esse texto é uma crítica velada à todos aqueles que merecem.
**não há especificidade nas críticas

Burocracia, ou seria hipocrisia?

Burocracia é o conjunto que engloba(abrange)* todas as exigências formais de um departamento público. Enfim, são todas aquelas porcarias que sempre atrasam as coisas que dependem de um documento. É toda aquela enrolação.

Hipocrisia é aparentar uma virtude que não se tem, falsidade. É fingir, mentir, para os outros, e também para si mesmo. Hipocrisia é um dos piores defeitos que se pode ter. Porque ela traz consigo muitas outras porcarias, muitos outros defeitos.

A burocracia, está presente onde eu já citei, em departamentos públicos e tal, mas não vou escrever sobre isso. Hehehe. Até porque, essa burocracia pouco me afeta. Um dia afetará. Um dia.

Então assim(escrevendo como falo...), a porcaria da burocracia que eu quero falar, é uma ramificação dessa burocracia original que está no dicionário. É um derivado, que só atrapalha. Porque torna certas coisas mais lentas, demoradas, o que atrapalha muito.

Gente burocrática é chata. Porque sempre enrola para fazer algo. Sempre demora mais do que o necessário. Sempre distorce o falado. Sempre esquece do mais importante. Gente burocrática, não merece muita coisa. Claro que há exceções, mas não vêm ao caso.

Gente burocrática tem em todo lugar. Nas escolas, nas ruas, campos e construções. Gente burocrática caminha pelas ruas de qualquer lugar, mas sempre acompanhada. Porque gente burocrática nunca anda sozinha. Porque gente burocrática, precisa de alguém para mostrar a sua burocracia.

Gente burocrática não quer nada da vida. Porque gente burocrática é burocrática até consigo mesmo. Ou seja, são sanguessugas do próprio sangue. Seis por meia dúzia. Doze por dúzia. Dá na mesma.

Gente burocrática quando escreve um texto, fala tudo o que não sabe sobre um assunto do qual nunca ouviu falar. Porque gente burocrática não sabe o que fala. Parece que só distorcem o que recebem. Gente burocrática quando joga bola, usa a camisa 10, mas só toca a bola de lado. Porque gente burocrática têm status, mas não tem nada que apóie todo esse status.

Gente burocrática é hipócrita sim, porque além de não saber o que quer da vida, atrapalha o saber o que quer da vida, daqueles que o cercam.

Porque gente burocrática é assim. Porque gente burocrática... bom... deixa pra lá.


*quem leu aquela palavra deve ter pensado que o texto ia ficar bom


comentário do autor: é interessante escrever um texto assim, que diga muito, e parece se desdizer, mas afirmo, não sou burocrático...

Aviso aos leitores

O Tosco por ser Tosco, cujo fim é não ter fim, e cujo objetivo é não ter qualquer objetivo claro, e cuja existência é desconhecida para a grande maioria da população mundial. Como presidente, não eleito, mas enfim, como eu criei o blog e cuido do visual e coisas afins(claro, que com a opinião dos outros membros, tão importantes quanto eu, menos no cargo), acabei por ser o presidente. Talvez algum dia passe o cargo para alguém, mas não será hoje.

Bom, deixo o anúncio aqui, de que estamos precisando de mais um membro na equipe. Aliás, mais uma membra. Pois é preciso manter um bom senso e, não com a intenção de formar casais, aumentar o staff da equipe Tosco, com mais uma membra, que faria-se necessária pois há algum tempo o Tosco tem perdido com atualizações, pois eu tenho projetos paralelos, tanto na internet quanto fora, a Graziela tem problemas físicos no seu computador e o Maurício... bom, ele que ache mais uma desculpa, pois não sei o motivo pelo qual ele não atualiza tão freqüentemente o blog.

Precisamos de mais um membro também que ajude na divulgação e expansão da marca Tosco por ser Tosco, seja ela uma boa ou má divulgação. Pois aqui reina aquela frase "gostando ou não, o importante é ler e comentar".

De resto, o membro, ou melhor, a membra, precisa ser maluca, gostar de ouvir música, de Creedence a Foo Fighters, passando por Ramones e outras, e odiar batidas, que seriam funk e sertanejos, passando por qualquer coisa que não seja música mesmo. Precisa criticar pessoas normais, não ter qualquer lado fútil e levar a sério o trabalho que é feito aqui, seguindo as regras e tornando o Tosco cada vez mais sério, e claro, tosco, sem ser idiota ou inútil.

Precisamos de mais um. Mais uma. Enfim, a vaga está em aberto.

Os outros membros ainda não sabem disso, mas quando lerem, peço que comentem essa minha iniciativa. Se discordarem, faço um novo texto, retirando o anúncio de vaga para trabalhar aqui.

O Tosco é um blog sem fins lucrativos, ou seja, pra estar aqui tem que ser de coração.



Vinícius Manfio - criador do Tosco por ser Tosco

Porque hoje eu não quero escrever, então vou escrever uma bobagem

Não por poesia, fantasia, maresia, ou até mesmo asia(aquelas borbulhações, ou não propriamente desse jeito, no estômago). Não por nada. Não por algo. Não pela chuva ou pelo vento. Muito menos pelo tênis, agora mais encardido do que nunca, ou pelo ensaio de daqui a pouco. Não por nada não.

Tentei pensar. Não me permitiram. Tentei correr, tiraram meus tênis e amarraram meus pés. Tentei fugir, me prenderam. Tentei falar, me calaram. Tentei ouvir, ensurdeceram-me. Tentei ver, impediram-me. Tentei sentir, maltrataram-me. Então tentei ficar parado. Tudo o que haviam feito comigo desapareceu. Sem fazer nada, me vi livre. Estranho não?

Não é brincadeira, muito menos algo num sentido literal. Um vôo muito alto que não me fez escrever o resto do texto, mas que retrata, em partes, bem menos bruscas, o que vem acontecendo. Mas nada que me revolte. Nada que me excite. Nada que me faça pensar.

Mais parado que água de poço. Mais batido que cabeça de careca. Mais perdido que cusco em procissão. Mais bobo que tímido apaixonado(sem demasiados comentários sobre os mesmos). E menos inteligente do que o Válter Negão.

Enfim. O dia não é propício para escrita. Nem para a fala. Nem para a audição. Nem para qualquer outra coisa. O dia é propício para fazer um comentário e criticar o animal que escreve uma bobagem sem cabimento dessas.

Aêeeee, valeu!

Elefante no papel

Quem nunca recortou um elefante em uma folha de ofício com uma tesoura de jardim de infância que atire o primeiro comentário. Quem nunca olhou para um desenhou feito no papel, independente de qual, e, tendo que recortar, achou que iria ficar muito mal recortado, que atire o primeiro comentário. Quem nunca fez bem um coisa que achava que iria fazer mal, que atire o primeiro comentário.

Sei que alguns devem ter pensado em atirar um comentário, mas não atiraram por medo de me humilhar, mas enfim, estou aqui para servir de objeto de xingamento, como no post, mal escrito, abaixo.

Mas voltando ao elefante, chega um momento em que recortar quadrados e triângulos não tem mais graça. Nem círculos são a mesma coisa que eram há algum tempo atrás. Porque os tempos mudam, as pessoas evoluem, ou não, e as idéias acabam se aperfeiçoando, ou por vezes piorando.

Porém, volta e meia nos deparamos com novos desenhos a serem recortados. Aí vem espadas, colheres, brincos, pedras preciosas com linhas retas, enfim, coisas não muito mais difícil do que o que nos amedrontava. Só que mesmo assim, tendo recortado os círculos e tal, muito bem, ainda achamos que as espadas que recortarmos ficarão feias, mal recortadas, afinal, não temos aptidão para tal coisa.

Aí recortamos muito bem. Nada comido nada com bordas. Muito bom trabalho. Aí surgem árvores e animais, como o elefante. Desistimos por medo de que o nosso trabalho de recortar acabe estragando essas imagens. Desistimos muito mais para tentarmos provar para nós mesmos, erroneamente, que somos incapazes para esse trabalho.

E deixamos de lado, guardamos na gaveta da mesa do computador. E os desenhos, e a tesoura, ficam lá, por semanas e semanas. Um dia, estamos entediados, e o que decidimos fazer? Recortar aqueles desenhos que não foram recortados pela nossa incapacidade. Um pé atrás agora, porque se eu não sou capaz, mesmo que tenha tempo, como vou recortar?

Mas o elefante do papel nos provoca, nos olha com uma cara de “foge de mim seu tongo”. E nós, agora por teimosia e para provar pro idiota do elefante da folha, e até para o tongo que há em nós, vamos lá, recortamos e mais uma vez, bem recortado. Claro, que só de raiva, cortamos depois a cabeça do elefante, mas nada que uma fita durex não resolva.

E recortar torna-se algo fácil. Mas como era difícil. Como um incapacitado como eu conseguiu fazer tão bom trabalho? Difícil entender que nada é complicado quando se tem vontade? Complicado demais, para mentes tão geniais, entender que bonito é quando fazemos algo, e não necessariamente o que fazemos?

Um dia nós precisamos tirar a folha com o maldito elefante e recortá-lo, nem que seja para provar ao idiota do elefante, que eu tenho uma boa mira e consigo cortar aquela cabeça idiota dele...

Tão tá!

No meu lugar(???)

(se tu lestes no Blog do Maluco, não leia aqui)

Sem explicações nem perguntas. Sem críticas e muito menos elogios. Não é a primeira vez que escrevo algo começando desse jeito aqui, ou também é. Não sei, já escrevi tantos textos que hoje não sei mais o que eu já escrevi ou não. Ou até sei, mesmo sem querer saber.

Não sei o que escrever ou não sei como escrever. É como ter um lápis sem ponta, um apontador e não saber apontar o maldito lápis. Ou ter um anti-vírus e não saber atualizá-lo. De nada adianta ter e não saber usar. E são muitos os que têm e não sabem usar. Como são muitos os que sabem usar mas não tem.

Para tudo. Não dá pra alguém saber usar sem ter, ou pelo menos ter tido(aquela merda de passado condicional, ou algo do tipo(meu forte não é a língua portuguesa mesmo)). E se alguém sabe usar e não tem, isso é certo que teve, a menos que seja um gênio que saiba toda a teoria sobre o que ele não tem mas sabe usar.

Ignorando essa de gênio que sabe tudo de teoria(até porque como impulsivo, mesmo que não para tudo, prefiro mais fazer de uma vez), para saber usar a pessoa que sabe mas não tem teve. Passado. Não tem mais. E porquê não tem mais?

Incompetência do presidente do país, o mundo não ajuda, Deus não existe, o cachorro comeu o meu dever de casa, bergamota fede, o cara lá do ônibus soltou um peido. Desculpas não faltam. O que falta é coragem para assumir que não se tem mais por incompetência. Quem tem e perde, não teve competência para lembrar. Quem tem e esquece, não teve competência para dar valor aquilo que tinha. Quem tem e vende, não vale nada. Quem tem e ignora, não merece ter uma frase a mais aqui.

E quem tem e sabe usar? Bom, esses são pessoas mais inteligentes do que os que tinham, e óbvio, não tem mais. Mas também não. Porque elas podem ser tão inteligentes quanto, o que mostra que essas que tem e sabem usar, se forem tão idiotas quanto as que não tem e sabem usar(que se sabem usar é porque tinham, e é porque sabiam usar), não terão mais em algum tempo.

Talvez você tivesse algo antes de ler esse texto e não tem mais. Agora me diga, porque isso? Qual a tua desculpa?

De passagem

Quando eu penso várias vezes sobre determinados assuntos, em momentos diferentes, situações distintas, e no final, quando decido concluir tudo isso, mas não consigo chegar à uma conclusão, percebo que eu realmente não posso pensar nisso, porque não posso fazer nada com relação a esse assunto.

Já que quando eu tento falar, não consigo, então não tento mais. Chega um ponto em que palavras são apenas para distanciar duas pessoas. Palavras servem apenas para encher o saco da que está errada. E tudo isso sem sentido.

As pessoas mudam, eu sei, e concordo com isso, mas desde que a mudança seja benéfica. Não posso fazer nada. Os cegos que encontrem a sua luz, até porque, não são realmente cegos aqueles que enxergam só o que querem.

Sem muito sentido, mas com todo o sentido. Como todos os textos de minha autoria, esse tem um motivo para existir e mais, para ser postado somente no Tosco, até porque, deixar uma letra de música tendo 3 pessoas para escreverem textos, não é muito bom para um blog que pode crescer e muito, tendo um maluco, uma maluca e um... indefinido no staff.

O Tosco merece mais do que uma música, mais do que sagas, mais do que um texto como esse. Se alguém tiver uma sugestão, até de contratação, tudo será aceito, mas nem tudo será acatado, o que é óbvio.

Enfim, mudar só é bom quando a mudança se faz necessária e quando ela é benéfica, como foi para mim. Digo por experiência isso.

Tão tá!

Ridiculamente louco

(Só pra avisar que esse texto também será postado no Blog do Maluco)

Agora, imaginando futuras e já vividas situações, como de costume, fico dialogando ou imaginando diálogos, que poderiam ou podem acontecer. Tudo num ato muito habitual meu: falar sozinho. Gosto de falar sozinho, mesmo que não perceba como a minha voz é realmente. Gosto de fazê-lo mais para treinar fala e raciocínio. Acredito ser o único a fazer isso para treinar raciocínio.

E em uma dessas possíveis conversas que eu teria(ou poderia ter tido) com outras pessoas, uma em especial me motivou a escrever. Esse texto, depois do já escrito no blog do maluco(como disse, esse também será postado lá). Mas aqui vou fazer uma relação, ou alguma coisa do tipo, escrita, sobre uma idéia ou noção que tanto mudou em minha cabeça. Ridículo. Sim, a noção, ou idéia de ridículo, mudou muito em minha cabeça.

Nem preciso falar que nos meus ínfimos e infelizes tempos de normal, eu considerava quase tudo ridículo. Principalmente se esse algo fosse visual ou aparente(voz é algo aparente, mas não visual...). E como era fácil julgar aparentemente alguém ou algo. Mais fácil ainda era tachá-lo de ridículo. Era até divertido, pois eu ria dos "ridículos", esquecendo que eu era um ridículo. Aliás, na época, eu nem tinha idéia do que eu era. O que evitou uma depressão - o mal do século.

O tempo foi passando, o espírito maluco falando mais alto e o ridículo foi se tornando mais incomum. Quase nada que fosse aparente era ridículo. Só se fosse algo muito escandaloso, como alguém usar calça rosa com camisa amarelo-limão. Mas ridículo se tornou o meu passado e as atitudes. A normalidade, com sua superficialidade e falsidade, se tornou ridícula. E eu percebi o quanto era bom ter virado um ridículo na visão dos outros(malditos outros) e ver que eu era ridículo, mas já havia me concertado.

E o tempo passou. Atualmente, nem a mais ridícula das aparências é ridícula pra mim. Posso rir, mas não acho mais ridículo. Porque cada um veste o que tem vontade, cada um cria a sua moda, o seu estilo. Que se danem aquelas imaginárias leis que impedem alguém de usar camisa social com chinelo de dedo velho, fedido e gasto. É. O ridículo para mim se tornou cada vez mais invisível. Antes eu achava ridículo fazer certas coisas. Hoje, as faço e rio muito, só saber que um dia as achei ridículas.

Cansei de escrever essa palavra que começa com ridí e termina com cula(quase o mesmo cula de ViNícULa). Então fico pensando em como terminar esse texto. Não quero pensar muito mais agora. Chega. O ridículo mudou na minha cabeça. Mas ele não mudou na cabeça de muitos. Eu mudei. Muitos não mudaram. Tudo muda mas nada muda. Parece o final do meu outro texto.

Ridículo é achar alguém ridículo, mas ridículo não é achar uma atitude ridícula. Superficialidade é ridícula. Já a falsidade não. Essa é patética.

Tão tá!