Porque hoje eu não quero escrever, então vou escrever uma bobagem

Não por poesia, fantasia, maresia, ou até mesmo asia(aquelas borbulhações, ou não propriamente desse jeito, no estômago). Não por nada. Não por algo. Não pela chuva ou pelo vento. Muito menos pelo tênis, agora mais encardido do que nunca, ou pelo ensaio de daqui a pouco. Não por nada não.

Tentei pensar. Não me permitiram. Tentei correr, tiraram meus tênis e amarraram meus pés. Tentei fugir, me prenderam. Tentei falar, me calaram. Tentei ouvir, ensurdeceram-me. Tentei ver, impediram-me. Tentei sentir, maltrataram-me. Então tentei ficar parado. Tudo o que haviam feito comigo desapareceu. Sem fazer nada, me vi livre. Estranho não?

Não é brincadeira, muito menos algo num sentido literal. Um vôo muito alto que não me fez escrever o resto do texto, mas que retrata, em partes, bem menos bruscas, o que vem acontecendo. Mas nada que me revolte. Nada que me excite. Nada que me faça pensar.

Mais parado que água de poço. Mais batido que cabeça de careca. Mais perdido que cusco em procissão. Mais bobo que tímido apaixonado(sem demasiados comentários sobre os mesmos). E menos inteligente do que o Válter Negão.

Enfim. O dia não é propício para escrita. Nem para a fala. Nem para a audição. Nem para qualquer outra coisa. O dia é propício para fazer um comentário e criticar o animal que escreve uma bobagem sem cabimento dessas.

Aêeeee, valeu!

2 comentários:

Sombra, o Homem disse...

vc conseguiu escrevendo muito, não passar quase nada...
e por incrivel q pareça: gostei!

www.1irmao.blogspot.com
www.tirashd.blogspot.com

carla m. disse...

nada, e mais nada.

não vou nem xingar, tu tem direito de fazer isso... eu é que devia não ter lido.