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Histórias do ViNícULa - maldito apelido

Se existe uma coisa que faz alguém se tornar ridículo é um apelido mal colocado. Puta que pariu, que merda é ter um apelido e não gostar dele.

O fato é, também, que um sujeito que tem o apelido de Arnaldinho não pode ser uma pessoa muito legal. Porque para ser chamado de Arnaldinho o indivíduo tem que ser um bocózão, ou um bocózinho.

Enfim. O tal do Arnaldinho, sempre odiou esse apelido. Por isso nunca pararam de chamá-lo por ele.

O Arnaldinho resolveu então mudar de nome, para ver se mudariam o seu apelido. Colocou um nome másculo, como Hércules ou Sócrates. Porém, seus amigos pouco se importaram com essa mudança de nome. Continuaram chamando-no de Arnaldinho, para profunda irritação do ... enfim, do bocó que era chamado de Arnaldinho.

Ele, o Arnaldinho, perguntou o por quê de ainda ser chamado de Arnaldinho, mesmo tendo mudado seu nome para um nome másculo.

Responderam-no que mudar o nome por não gostar do apelido é coisa de Arnaldinho mesmo...

No meu lugar(???)

(se tu lestes no Blog do Maluco, não leia aqui)

Sem explicações nem perguntas. Sem críticas e muito menos elogios. Não é a primeira vez que escrevo algo começando desse jeito aqui, ou também é. Não sei, já escrevi tantos textos que hoje não sei mais o que eu já escrevi ou não. Ou até sei, mesmo sem querer saber.

Não sei o que escrever ou não sei como escrever. É como ter um lápis sem ponta, um apontador e não saber apontar o maldito lápis. Ou ter um anti-vírus e não saber atualizá-lo. De nada adianta ter e não saber usar. E são muitos os que têm e não sabem usar. Como são muitos os que sabem usar mas não tem.

Para tudo. Não dá pra alguém saber usar sem ter, ou pelo menos ter tido(aquela merda de passado condicional, ou algo do tipo(meu forte não é a língua portuguesa mesmo)). E se alguém sabe usar e não tem, isso é certo que teve, a menos que seja um gênio que saiba toda a teoria sobre o que ele não tem mas sabe usar.

Ignorando essa de gênio que sabe tudo de teoria(até porque como impulsivo, mesmo que não para tudo, prefiro mais fazer de uma vez), para saber usar a pessoa que sabe mas não tem teve. Passado. Não tem mais. E porquê não tem mais?

Incompetência do presidente do país, o mundo não ajuda, Deus não existe, o cachorro comeu o meu dever de casa, bergamota fede, o cara lá do ônibus soltou um peido. Desculpas não faltam. O que falta é coragem para assumir que não se tem mais por incompetência. Quem tem e perde, não teve competência para lembrar. Quem tem e esquece, não teve competência para dar valor aquilo que tinha. Quem tem e vende, não vale nada. Quem tem e ignora, não merece ter uma frase a mais aqui.

E quem tem e sabe usar? Bom, esses são pessoas mais inteligentes do que os que tinham, e óbvio, não tem mais. Mas também não. Porque elas podem ser tão inteligentes quanto, o que mostra que essas que tem e sabem usar, se forem tão idiotas quanto as que não tem e sabem usar(que se sabem usar é porque tinham, e é porque sabiam usar), não terão mais em algum tempo.

Talvez você tivesse algo antes de ler esse texto e não tem mais. Agora me diga, porque isso? Qual a tua desculpa?

Estava demorando, mesmo

De costume, sou uma pessoa calma e tranqüila, que ri quando os outros me tiram para louca, etc. Mas às vezes, não dá para suportar a ignorância/arrogância de algumas pessoas.
Existem aqueles que conseguem me tirar do sério, me deixar irada, simplesmente pelo fato de que é impossível manter um diálogo com os mesmos. E não falo de garotas que não têm nada na cabeça, porque ainda elas são falsas, então você pode ser falso também e conversar numa boa sem ficar se ofendendo como animais. Mas tem alguns garotos, dois em especial, que sentam atrás de mim nas aulas, que ficam o tempo inteiro me irritando.
Eu não pedi para que eles fossem estar perto de mim nas aulas, eu já sentava lá na frente antes deles decidirem tomar por lugar o lugar que existe atrás do nosso na sala de aula. E quando eles começam a me cortar não é porque eu iniciei conversa com eles. Eles se metem nas conversas entre eu e a Letícia para poder me encher a paciência, com comentários extremamente dispensáveis.
Pessoas assim, mas que atrapalhadoras e corrompedoras da boa convivência social, são desnecessárias à sociedade. Não precisavam existir. Nunca contribuem com opiniões construtivas, e só sabem dizer que sou estranha, louca, retardada, sem dar mais nenhum argumento que comprove que isto é realmente um defeito.
Esses caras são muito chatos. Mas eles fazem isso para chamar a atenção para si, porque pensam que são legais e espertos. Tirar dez em provas de física não é sinônimo de esperteza. E ficar irritando pessoas como eu não é o melhor jeito de chamar atenção... Me aguardem, vocês dois.

obs: Os dois são colorados

Sobre não querer "fazer feio"

Ontem à tarde fui novamente no encontro semanal do Onda (que nas férias tornou-se mensal). Acho que esta história de dar meu ar da graça o tempo inteiro foi longe demais (que nada, eu gosto de ser a engraçada). Como de costume, iniciamos o encontro com as preces e depois a oração. Cada um fazia uma prece. Geralmente eu falo algo engraçado, ou que soe engraçado, e então todos riem. Mas ontem eu estava falando sério, pedi para que saibamos aproveitar bem as férias. Todo mundo riu. Não sei se é porque só a minha cara já tornou-se engraçada, ou se é a minha voz, ou se, de tão acostumada a fazer piadinhas, às vezes faço uma achando que estou falando sério.
Depois, consegui dar o meu primeiro conselho útil do ano. Um garoto disse que não sabia cantar. Eu também não sei cantar, e sou do folclore do Onda (aquele pessoal que finge tocar violão e cantal mal, muito, muito mal), e por isso disse para ele: "Não tem importância. Pensa bem, são os outros que terão que agüentar mesmo".
Aí depois, teve a sagrada hora da comilança. Alguns foram num mercado próximo para comprar refrigerante. Se eu tivesse ido, teria comprado Coca-Cola (ou qualquer outro refrigerante de cola, o importante é que ele seje preto). Mas os que foram compraram Fruki de uva, de laranja, e de guaraná, porque Fruki era mais barato. Sinceramente, o de uva e o de laranja são horríveis; está bem, eu odeio qualquer refrigerante de frutas, mesmo Fanta, ou qualquer outro. Refrigerante eu só tomo de cola, mesmo. E não pode ser light nem diet.
Mas daí depois ensaiamos os cantos que iríamos tocar na missa. As gurias fizeram a gente ensaiar umas quatro ou cinco vezes a mesma música, com o argumento de que uma delas ficava fazendo ora voz aguda, ora voz contralto. Que importa isso? Aí eu disse outra vez: "Cantem de qualquer jeito, os outros que agüentem". Mas então a outra delas disse: "Ai, Grazi, a gente também não quer fazer feio, né". Que frescura... Quem se importa? Eu, que sou uma, não entendo as mulheres. Mas o interessante, é que a Missa, musicalmente falando, foi horrível. Meus ouvidos ardiam. As duas gurias que cantaram no microfone (que sempre cantam no microfone) cantam muito mal, eu odeio a voz delas (parece poser da Sandy, em termos de voz e jeito de cantar). Elas cantaram muito mal, fizeram feio de qualquer jeito, sem contar que elas inventam as partes das músicas. Já cansamos (eu e meus primos que também tocam violão) de ensinar as músicas para elas, mas elas vão lá e mudam tudo enquanto cantam.
Enfim, foi legal. Por que elas se preocupam em cantar bem, e por isso fazem uns negócios com a voz que são insuportáveis. Se elas não se preocupassem, e cantassem de qualquer jeito, seriam mais naturais, ficaria mais bonito. A sociedade atual criou valores estranhos. Todo mundo quer ser e fazer as coisas pensando no que os outros vão pensar. Ninguém quer "fazer feio". Isso é ridículo; quem não gostou, e daí? Dane-se, faça melhor. Porque nós (eu e as pessoas que seguem a minha filosofia) não nos preocupamos em ser os melhores; nos preocupamos apenas em ser.