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Não que seja cultura, mas pode ser interessante pensar

São duzentas e cinqüenta mil marcas. Duzentos e cinqüenta mil combinações de sabores. Duzentos e cinqüenta mil componentes misturados. Não sabe o que é?

Chiclete, goma de mascar, chiclé.

Os componentes vocês procurem na embalagem do chiclete que vocês estão comendo. Como eu o faço agora.

Mascar chiclete de barriga vazia faz mal, pode causar gastrite e úlcera gástrica, pois ativa a produção de enzimas que corroem a parede do estômago. Há tempos sei disso. Não por ser inteligente, mas sim por ter feito um trabalho.

Mas após ingerir carnes e massas é recomendado a mastigação de chicletes para ativar as tais enzimas e melhorar a digestão.

Mas o fato é que, com bolas gigantescas sopradas com muita vontade em momentos indevidos, com cuspidas em lugares como árvores e outros lugares como o chão, o que fazem dos chicletes mascados que estão no chão um terror para os caminhantes.

Ninguém gosta de pisar em um chiclete. Ninguém gosta de ter um chiclete no cabelo. Ninguém gosta de tentar tirar um chiclete, mascado, óbvio, de uma... roupa, por exemplo.

Ninguém gosta de chicletes assim, mas antes de mascar ninguém pensa nas conseqüências.

Ou pensam, mas se esquecem.

Mas ainda há aqueles que colocam na geladeira para mascar depois. Aqueles que colocam no forno e assam para ver o que acontecem. Aqueles que comem outra coisa junto para poder engolir. E aqueles que jogam no lixo. O mais correto a fazer.

E é só.

Pensamento do dia...

Alguns devem conhecer, mas é sempre interessante pensar nisso.

"Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem cheios de buracos.

Quanto mais queijo, mais buracos.

Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.

Assim, quanto mais buracos, menos queijo.

Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais buracos, menos queijo.

Logo, quanto mais queijo, menos queijo."

A vida não é justa, o futebol, muito menos

Mas hoje eu tinha aula à tarde também, História e educação física. A História é legal, principalmente as grandes guerras. Mas não resisti e vim para casa na hora de educação física, que para muitos é a melhor aula, mas para mim é a terceira pior, só atrás das línguas estrangeiras. Estranho sim, mas não me motivo mais para jogar com as pessoas do meu colégio. Não tem mais motivação, vontade, clima algum que me faça querer jogar lá.

Então voltei para casa. Vento frio. Chegando em casa lembro que o principal motivo para ter voltado era assistir à Eurocopa. E lá vou eu, para a frente da TV ver o não muito empolgante Suíça x Turquia. Então, lá pelos 10 minutos, percebo a minha situação. Enquanto muitos estavam correndo no vento, para praticar uma saudável atividade física, eu estava quase deitado no sofá, assistindo uma partida de Eurocopa e comendo pipoca com melado. Cara, o mundo é injusto, e hoje isso foi muito bom pra mim.

Pra quem gosta de futebol arte, passes certos, jogadas ensaiadas, esse jogo foi chato. Mas para loucos como eu, que preferem correria, disposição, chute, balão, carrinho, dividida, torcida vibrando por um lateral ganho, o jogo foi muito bom. E aquele 1×0 da Suíça, gol do Yakin era fantástico. A bola quase parou em uma poça d’água antes de chegar nele. Fantástico. Chorado. Gol. Matado. Yakin perdeu um mais feito ainda depois, mas naquele ritmo, não faria falta.

O campo secou no segundo tempo e os turcos de merda empataram o jogo. A Suíça não sabia mais o que era atacar, mas não deixava os turcos de merda atacarem também. A bola corria, mas não sabia para onde, ou por quê. A Suíça perdeu 2 gols ainda, o maldito goleiro turco de merda defendeu uma bola, do Yakin, que se fosse mais forte, era gol. Aí, num maldito contra-ataque, coisa que a Suíça cansou de perder, os turcos de merda viraram o jogo. Injusto. O mundo era injusto, mas o futebol era mais.

Em casa, com uma torcida alucinada, e provavelmente bêbada, a Suíça merecia pelo menos entrar com vida no último jogo. Que sejam os Tchecos os heróis vingadores, que mostrarão aos turcos de merda que não se elimina a seleção da casa no segundo jogo, principalmente quando a mesma jogou melhor.

Faltou um gol. Faltou só um gol. O gol do Yakin. Mas o time não jogou mal. É que tinha um centroavante careca, ruim que nem o Anderson Barbosa, ou até pior, que tava substituíndo o Frei. Se tivesse o Frei em campo, pelo menos um gol ele guardava naquele campo empoçado.

É só os turco de merda, os portuga de merda e os franceses de merda não ganharem, que qualquer resultado é válido.

ps. Baita atuação da dupla Torres e Villa. Eu avisei que eles iriam comer o rim nessa Euro…

Porque hoje eu não quero escrever, então vou escrever uma bobagem

Não por poesia, fantasia, maresia, ou até mesmo asia(aquelas borbulhações, ou não propriamente desse jeito, no estômago). Não por nada. Não por algo. Não pela chuva ou pelo vento. Muito menos pelo tênis, agora mais encardido do que nunca, ou pelo ensaio de daqui a pouco. Não por nada não.

Tentei pensar. Não me permitiram. Tentei correr, tiraram meus tênis e amarraram meus pés. Tentei fugir, me prenderam. Tentei falar, me calaram. Tentei ouvir, ensurdeceram-me. Tentei ver, impediram-me. Tentei sentir, maltrataram-me. Então tentei ficar parado. Tudo o que haviam feito comigo desapareceu. Sem fazer nada, me vi livre. Estranho não?

Não é brincadeira, muito menos algo num sentido literal. Um vôo muito alto que não me fez escrever o resto do texto, mas que retrata, em partes, bem menos bruscas, o que vem acontecendo. Mas nada que me revolte. Nada que me excite. Nada que me faça pensar.

Mais parado que água de poço. Mais batido que cabeça de careca. Mais perdido que cusco em procissão. Mais bobo que tímido apaixonado(sem demasiados comentários sobre os mesmos). E menos inteligente do que o Válter Negão.

Enfim. O dia não é propício para escrita. Nem para a fala. Nem para a audição. Nem para qualquer outra coisa. O dia é propício para fazer um comentário e criticar o animal que escreve uma bobagem sem cabimento dessas.

Aêeeee, valeu!