Desabafo contra uma sociedade perdida em muita m...

Como pode um evento ser chamado de show quando o personagem principal fala cinco palavrões a cada duas palavras? Como achar normal e, credo, legal uma coisa dessas? Por que é careta dizer coisas simples, elogios pequenos e demonstrações de afeto mas é tão fácil xingar tudo e todos, inclusive a mãe ou a pessoa que está ao seu lado, que no caso você nem conhece?

Por que?

Porque as pessoas se orgulham desse modelo de sociedade. O que é diferente é f..., o que é correto é careta e f..., a vida é f..., a mãe mandou dar comida para o cachorro, então estou fu..., não estudei para a prova para ficar ouvindo uma música f... e também me fu..., e por aí vai. Tudo palavrão, tudo do c..., do ca..., do c..., tudo. E depois reclamam quando normas mais rígidas são criadas, quando leis são criadas, quando estatutos são alterados, quando repreensões são feitas. Também, é uma p... de sociedade, não é?

Vocês, jovens modernos, descolados, inteligentes e liberais, sim, vocês. Idiotas banais. Tudo é f..., é po..., é do c..., do ca..., são todos uns filhos da p..., da p..., dão o c... e termos semelhantes. Vocês idolatram drogados, rebeldes sem qualquer tipo de causa justa, favelados com correntões e beberrões que entopem veias, artérias e o fígado com álcool, puro ou misturado com limão ou laranja. Vocês reclamam de ordens porque são incapazes de pensar. Pior, não possuem a desculpa de serem acerebrados para poderem fazer todas as m... que quiserem sem sentirem-se responsáveis por tal.

Seus ídolos, malditos hipócritas, são drogados que só falam palavrões. Vocês se orgulham deles. Se orgulham do fedor das drogas lícitas e ilícitas. Você sentem esse cheiro, mesmo não usando as drogas, e acham o melhor cheiro do mundo. Porque esse é o mundo de vocês. Esse é o lixo de mundo de vocês. Quem não segue esse radicalismo, quem não quer essa liberdade(?) da qual vocês usufruem é chamado de careta, de cretino, de pessoa que não sabe viver, que não sabe aproveitar. Dizem que essas pessoas que não aproveitam essa liberdade toda são idiotas, são uns m..., uns bo..., uns fu... . Vocês julgam-se a cada dia melhores, mais f... e todos os diferentes de vocês são uns f..., uns filhos da p... do ca... .

Quanta estupidez. E ainda ousam reclamar que a sociedade está perdida, que não tem jeito, que a política isso, os professores aquilo, a saúde o outro treco lá. Tudo uma m... do c... . Que os emos dão o c... todo o dia, que os sertanejos são uns vi... de m..., que os funkeiros são uns p... e as funkeiras são umas p..., que o cara que veste uma camisa de gola é um baba ovo do c... . Dizem tudo isso sem educação, xingando desnecessariamente qualquer aspecto diferente dos seus. Xingam, não criticam. Ofendem, não conversam. Profanam m..., b..., porcarias, e não falam nada com... nada.

Um grande nada.

Que em um futuro ainda distante, meu filho possa viver longe de vocês, estúpidos usuários da droga social da banalidade, do descompromisso com a educação e da libertinagem promíscua. Porque eu posso aceitar filho emo, filho sertanejo, funkeiro ou cantor do klb, mas não vou medir esforços e pancadas se ele quiser ser um de vocês, apenas mais um idiota como vocês.

Não me entendam mal, porque eu sei que para vocês a minha crítica não faz diferença. A idolatria às ofensas banais e à promiscuidade não irá acabar. Afinal de contas, eu sou só mais um m... f... que só escreve b..., um certinho do c... que perde a vida ficando preso àquela merda de boa educação, aqueles inúteis valores morais, aquela utopia f... de politicamente correto.


*esse texto é sim, um desabafo. É também uma crítica cheia de raiva. 
Eu sou, sim, responsável por cada palavra, bem ou mal interpretada. 
Não importa o que venham a comentar, porque duvido que alguém vá tentar se defender ou mesmo concordar. 
Não importa, não escrevo por opiniões, escrevo por não aguentar mais esse oceano de barro sujo e fétido que me cerca por vários lados. 
Pessoas que apenas passam mas que deixam sim grande sujeira perto de mim. 
Uma parte dos meus problemas é por culpa de gente assim, sem pudor, respeito ou educação, que me fez atingir o ponto mais alto que a raiva pode alcançar: o ódio. 
E todo o rancor que ele traz consigo.
Cansei dessa banalidade toda. 
Que eu possa deixar para trás todo esse lixo que grudaram nas minhas palavras.

5 comentários:

Taw disse...

Hum... não adianta muito criticar sem fazer algo de concreto pra mudar esse padrão.

Pode ser que eu esteja enganado, mas cada um tem seu motivo para seguir com sua alienação escolhida, até tais.

Trabalhar essas razões, esses motivos, seria uma estratégia pacífica e [infelizmente] demorada pra amenizar esse tipo de problema... mas quem busca estudar profundamente essas coisas??


A maioria se importa com exclusividade exagerada consigo e com seu ego. Então, eis um ciclo.

ótimo tema. ótimo texto.

Anônimo disse...

penso que se você começar a reduzir a quantidade de palavrões já estará fazendo algo pela sociedade, pela boa educação, pelo respeito para com o próximo e para consigo

muito bom

Arthur Tavares disse...

Esses mesmos "b......" são os primeiros a exigir respeito... mesmo depois de uma tsunami de impropérios verbais...

O politicamente correto é motivo de piada no mundo inteiro.

Sinceramente? Morro de vontade de criar um pais por ai, que aceite apenas pessoas com esse tipo de visão.

Adorei a parte em que você cita a preocupação que terás com teu filho. Se isso não é ser pai, eu não sei o que pode ser...

Marcos Vinicius Gomes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos Vinicius Gomes disse...
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