Se preferir, leia apenas o que está em negrito nesse texto sem título

(o que realmente importa ser lido no texto está em negrito)

Imaginem a cena: Você está com sede, pega um copo d'água e começa a enchê-lo com água da torneira. Você olha para o lado tentando ver onde está o pacote de bolachas e, surpresa, você sente sua mão molhada. Distração ou o que quer que seja. Você está com a mão molhada e desperdiçou preciosos mililitros de água. Por algum motivo. Talvez nem fosse a distração. Talvez fosse fome, um pensamento distante. Talvez você esteja amargurado. Talvez você esteja vivendo o melhor dia da sua vida. Eu não sei. Você deve saber.

Mas a água derramou, molhou a sua mão. E só depois de entender que aquilo tinha acontecido porque não cabia mais água no copo é que você fecha a torneira. Por não agir com os instintos você desperdiçou mais mililitros de água. Pequena quantidade que pode fazer falta a alguém, até mesmo a você, num futuro não muito distante.

Sem ecologia ou moralização inútil, você não entende por que até mesmo copos grandes não conseguem colocar toda a água que você vai beber. Talvez até nem uma jarra consiga colocar toda a água que a sua enorme sede lhe incitava beber. Mas é muito mais questão de vontade e de aparências do que realmente necessidade.

(a subjetividade desse texto não será compreendida, mesmo por aqueles que teriam um ponto final para começarem o novo parágrafo)

Só depois de algum tempo e de algumas coisas você vai beber a água. Primeiro você larga o copo, depois seca a mão, depois dobra o pano e coloca no lugar que a sua mãe quer ou faz como você quer e joga ele em qualquer parte do balcão ou da mesa. Você então pensa o que está fazendo aí para só depois disso beber a água. Isso se não pegar o pacote de bolachas e começar a comer antes mesmo de fazer o que a sede que a sua garganta, ou seja lá qual for a parte do corpo que incita essa sede, incitava.

E o que era enorme já não fazia mais diferença. Você ri como um idiota por ter pensado tanto na quantidade de água no copo. Afinal, você não é nenhum gênio para ficar calculando o volume de água que cabe no copo apenas olhando para o, digamos, maldito copo.

Dizem que tudo que é demais engorda. Que o pecado está nos excessos. Que tudo que é demais enjoa. Que mente parada pensa besteira e que a ocasião faz o ladrão. Dizem muitas coisas. Mas coisas ainda sem sentido. E as pessoas são mais burras ainda por não saberem ao menos disfarçar. Por não saberem fazer como Paul McCartney fazia, enrolar os jornalistas até ganhar a confiança deles.

As pessoas são estranhas por acharem que frases feitas são explicação para alguma coisa. Por acharem que uma música define suas vidas, que pisar com o pé direito traz sorte e que no ano que vem tudo será melhor. As pessoas acham que quando algo está ruim é preciso mudar. Que quando alguma coisa quebra é preciso consertar. Que quando um burro fala o outro não deve baixar as orelhas, mas sim falar junto, e então os dois, redundantemente burros, começam a berrar como se fossem os animais mais importantes da existência. As pessoas definitivamente são estranhas. São em sua maioria normais, mas normais muito estranhos.


As pessoas acham demais. Acham que sempre estão certas e que sempre fazem o certo, do jeito certo. E que as outras pessoas é que erram consigo, é que falam palavras erradas de jeitos errados. As pessoas nunca tratam ninguém mal, mas sempre são tratadas mal.. Reclamam para Deus e para todo o mundo. Reclamam de Deus, do mundo e de suas vidas existenciais. As pessoas acham tanto que no fim esquecem o que estavam se procurando e, querendo parecer bonzinhos, dizem que era exatamente o que queriam, quem queriam, do jeito que queriam. E esquecem da verdade, das suas vidas, dos seus erros e das suas vontades.

Alguém algum dia haverá de ter o direito de julgar isso. De dizer que isso é verdade ou uma grande mentira. Alguém algum dia haverá de mostrar ao mundo o que é certo. Ou não. Ou  mundo cada vez ficará dividido por grandes egos de pessoas pequenas. E cada ego tentará ser influência para outros egos, tendo assim um grande grupo de pessoas pequenas lideradas por uma mais pequena ainda, mas com uma influência nos egos que torna-se grande. E muita coisa acontecerá. Ou nada acontecerá.

Grandes mudanças deveriam começar com pequenas atitudes. Mas a burrice é tanta que o que pode ser bom para muitos não interessa a alguém sozinho. O que interessa é que esse alguém seja dono de si, seja inteligente, bem sucedido, que tenha tudo e todas que deseja por perto. O que importa é realizar para si o sonho de todos. O que importa é viver a vida que todos querem viver. É VIVER A VIDA QUE TODOS VIVEM. Exatamente do mesmo jeito, mudando apenas o personagem principal e o nick do msn. Mesmo que não faça sentido algum. Mesmo que os coadjuvantes dessa história queiram tomar o papel principal das suas vidas. Mas afinal de contas isso não é importante, eles são os melhores coadjuvantes do mundo, você os escolheu a dedo, não?


Eu duvido que alguém tenha chegado até aqui. Talvez surja um comentário hipócrita dizendo "gostei do texto, visita meu blog" ou "gostei do blog, tenho um também, visita ele". Talvez não surja nada. Talvez alguém tenha lido até aqui e comentará o que achou, o que pensou enquanto leu e tentou entender essa subjetividade exagerada que sai dos limites do texto e foge para qualquer outro lugar que apenas duas pessoas conhecem.

Possibilidades.

4 comentários:

Graziela disse...

li tudo.
e achei uma frase que eu tenho vontade de gritar o tempo inteiro, pedindo para pararem de fazer isso:
"As pessoas acham demais."

Taw disse...

faltou dizer o quanto as pessoas são incoerentes... xD

Mas eu as "amo"[?] mesmo assim!!!

Acredito que seja improvável ter essa atitude com lógica... é mais uma questão de escolha. E haja dedo para não escolher pessoas. xD

vontade, interesse, necessidade e atitude, são as variáveis que definem todos os "super-heróis" rsrs

:-P

Camila disse...

Li tudo [2]
"Grandes mudanças deveriam começar com pequenas atitudes. Mas a burrice é tanta que o que pode ser bom para muitos não interessa a alguém sozinho." - Adorei essa parte ;)

Anônimo disse...

hi, new to the site, thanks.