Silêncio

Lia eu um livro e este comentava sobre silencio. Matutei e resolvi escrever sobre o assunto.
"O silêncio é algo que se dá de muitas formas e pode nos trazer as mais diferentes sensações e sentimentos. Fiquei a pensar, no trabalho, em situações em que o silêncio entra, toma conta e não sai de jeito nenhum.Pensei em algumas:
1ª situação:
- Em uma sala de aulas um professor fala por vezes o giz risca a lousa, fazendo o pó flutuar pela atmosfera local. A sala permanece em silencio, os poucos murmúrios foram repreendidos há pouco. O silêncio se faz presente nas mentes dos que não agüentam mais a aula. Olham para a parede, ou para a janela, ou até para o professor; mas seus pensamentos voam e o som real não é ouvido. Tudo que se tem nessa mente em devaneios é silêncio. O silêncio das lembranças que fazer uma lagrima ou um sorriso aparecer no rosto sem som.
2ª situação:
- Acabaram. O suor lhes banha o corpo, os pulmões puxam o ar rapidamente, mas não o retem, expelindo-o. O coração acelerado, tanto pelo esforço quanto pela emoção do ato. As cabeças se viram em direções opostas e os olhos se encontram, mudos. Silêncio. Mas eles não precisam de palavras, estão juntos na mente. As mãos se encontram e o sorriso dos dois é mais do que necessário para que se entendessem. Uma comunicação com amor e sem som.
3ª situação:
- Os olhos se abrem, mas era melhor que continuassem fechados. No sonho havia luz, mas no quarto está na penumbra. Os olhos se movimentam rápidos em busca de claridade, não física, mas claridade para os pensamentos, um explicação. A noite está quieta e tudo espreita silenciosamente. Está preso há dias e não vê quem o seqüestrou. Sabe que está sozinho o quarto. A espera. É só o que há, esperar e ver o que acontece. A mente está imóvel como o corpo amarrado. A respiração é descompassada e, a ansiedade e o medo aceleram o coração da vitima. Só o que há com ele agora é o silêncio, uma agonia sem som.
4ª situação:
- O silêncio só reside nela. Seus pensamentos vêm e vão, só imagens, como os carros que passam na direção contrária ao ônibus. Ela observa a janela, às vezes, olha para o banco a frente onde mulheres conversam animadamente. O ônibus repousa em silencio no sinal fechado. Existe som, mas não nela, só queria chegar logo em casa. Há ruído não assimilado no ar e conversas ao léu. Não importa, nela só a silêncio, um tédio sem som.
5ª situação:
- A respiração é pausada para tentar escutar algo, mas nada chega até seus ouvidos. Soubera do acidente duas horas depois de ter acontecido e, fazia três que estava no hospital. Já tinha andado de um lado para o outro, mas a fadiga proveniente da madrugada o fizera sentar. Ficava, agora, curvado, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos juntas. Não existia barulho no hospital e quase não havia pessoas lá àquela hora. A luz branca batia nas paredes pálidas silenciosa. Os quadros na parede calaram seus pensamentos ao vê-los com o dedo na boca pedindo silêncio. Seu coração estava apertado, uma espera muda, ansiosa, um aguardar sem som.
6ª situação:
- Depois da despedida um abraço, um abraço mudo. O coração dela apertado de dor e medo pela solidão que viria. As malas repousam ao lado. O corpo dele se avantajava sobre o dela e a encobria em abraço técnico; sem sentimento aparente, este era sucumbido pelo silêncio. Nenhuma outra palavra foi dita, só a ardência nos olhos dela pelas lagrimas que lutavam a sair, mas eram seguradas. Não demonstraria essa fraqueza. O corpo se despedaçando por dentro, mas por fora inteiro. Ele tentou ir, mas ela não o soltou. Ficou lá por mais alguns segundos, já se irritava, havia uma viajem a seguir, lugares para ver, garotas. E para ela, saudade, tentar levar a vida por alguns meses sem ele. Ela sabia que aquela despedida era algo a mais, não sabia o que haveria na volta, nem se haveria volta. Ela inalou o perfume da gola da jaqueta de couro dele uma última vez. O relógio completou outra volta. Ele se soltou do abraço, deu-lhe um beijo cínico nos lábios e perfurou seus olhos com os dele. A boca dela tremia, palavras não ditas lutavam para sair, mas ela as prendia. Tentava se manter forte. Ele sorriu carinhosamente, ela esboçou o gesto sem sucesso. Ele pegou a alça da mala e saiu a arrastá-la. Virou-se mais a frente e acenou. Ela acenou de volta. O mundo dela parou, o dele girava mais rápido, o real girava normalmente. Ele se virou novamente e foi para o avião a passos rápidos. A mão dela permaneceu no ar. O silêncio pairou no local a espera da saída do avião e também na boca dela. A cabeça caiu para frente e a mão voltou para o lado do corpo. Uma solidão muda, uma tristeza sem fim e sem som.
-Good bye, my love...
O silêncio foi quebrado. Como um frasco de perfume que cai no chão e libera seu liquido.Ela chorou."
Desculpem pelo texto depressivo..xD Foi o máximo que consigue fazer agora..
Vou tentar fazer coisas mais bonitinha e alegrinhas das próximas vezes.. :)
Ah sim.. Agradeço a todos que comentaram naquela porcaria de apresentação e obrigada pelos elogios pessoal...
Beijos a todos <3

7 comentários:

Leticia disse...

Desculpem os erross.. D:
eu até coloquei no word, mas teve coisa que eu não vi quando arrumei x.x''

Ramone Manfio disse...

os erros não são nada, eu sou um recordista de fazer textos com vários erros( acho que eu consigo contar nos dedos todos os textos que eu não errei nenhuma palavra):)

Aline disse...

O que são os erros diante desse texto???

O.O

Caraca! Que lindo isso... perfeito!

: )

Felipe disse...

Erros onde??

porra tu escreve demaisss
perfeito !!
parabens

gostei dessa parte aqui oh
." Mas eles não precisam de palavras, estão juntos na mente. As mãos se encontram e o sorriso dos dois é mais do que necessário para que se entendessem"

foda!!
fui

visite se puder
http://noticias-irrelevantes.blogspot.com/

Ramone Manfio disse...

ei, a Letícia escreve muito bem sim, mas só Deus é perfeito.

ann* disse...

O silêncio dos amantes é o melhor, sem dúvida.
Agora, o mais comum, pelo menos para mim, é o do ônibus. Adoro sentar e olhar as pessoas passando lá fora, as pessoas sentadas ao meu redor. Fico imaginando o quê estão fazendo, para onde estão indo, quem encontram quando chegam em casa. É ótimo!

http://sickyouth.blogspot.com

Graziela disse...

és uma boa escritora =]
muito legal o texto.. poético