Meu nome

Vou escrever porque, ao que me consta, faz um tempinho que não escrevo nada aqui. Não que eu não queira. É que em parte, não tenho o tempo suficiente para elaborar idéias, e em parte, não tenho idéias. As poucas que tenho me fogem na hora de postar.
Aliás, ontem eu iria fazer um mega texto sobre qualquer coisa, mas daí vi que se fosse para escrever aquilo, era melhor nem escrever. Ah, do nada lembrei do que eu estava pensando em postar estes dias...
Eu fui até o açougue mais próximo da minha casa para comprar um quilo de carne moída. Quando o cara que me atendeu pesou a quantia de carne que ele pegou, deu um quilo e setenta gramas, então ele perguntou: "Pode ser, Grazi?". Eu disse que sim, mas o sim não vem ao caso. O que vem ao caso é o "Grazi". Ele sabe o meu nome. Eu nunca falei com o cara em toda a minha vida a não ser para pedir um quilo de carne moída quando vou lá, e ele mesmo assim sabia meu nome.
Já quarta-feira, quando estava almoçando com a gurizada numa lancheria lá perto da escola, alguém perguntou pro Macedo quem não tinha rachado refrigerante. Então o Macedo disse: "o Mau-mau e a..." Ele ficou olhando para mim e dizendo "Aa... eu sei teu nome". Aí eu ajudei ele, "Graziela". Bem, ele sim já tinha conversado comigo, e mesmo este ano não me chama mais de nerd, emo, e sim apenas comprimenta "tudo bem, Grazi?". Mas naquele momento meu nome fugiu dele. Porque eu não tenho cara de Graziela.
Eu realmente não sei do que eu tenho cara, mas tenho certeza que não tenho cara de Graziela. Apesar disso, eu simplesmente sou a Graziela. Um ser único. Não há descrição que me descreva tão bem quanto meu próprio nome. E as pessoas me conhecem pelo meu nome. E nada mais que eu vá escrever importa, então fui.

3 comentários:

ViNícULa disse...

o meu texto abaixo influenciou para a escrita do segundo parágrado?

Graziela disse...

bem, sinceramente, creio que não.
a menos que ele tenha influenciado muito indiretamente, lá no fundo do meu subconsciente...

ViNícULa disse...

menos mal