Mostrando postagens com marcador ônibus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ônibus. Mostrar todas as postagens

Apenas frases

Ontem tinha um cara muito fora no ônibus. Vou descrevê-lo em poucas palavras: um fanático religioso velho desesperado pra casar com uma mulher bonita. No trajeto inteiro ele veio trovando o cobrador (e ainda tem gente que pensa que é fácil esse tipo de profissão).
Coletei algumas das citações dignas de menção do cara:

"Eu quero ser cremado se eu chegar a morrer." Enfatizem o "se eu chegar a morrer".

"Eu tenho ouvido biônico, tá muito na moda esse ouvido biônico. [...] Existe o ouvido carnal e o espiritual. O espiritual ouve muito mais longe, esse é o ouvido biônico que eles dizem. Eu consigo ouvir muita coisa. Consigo ouvir até o som das estrelas. É, as estrelas fazem ruído. Mas já inventaram um rádio telescópico que ouve o som das estrelas, quem tá na faculdade estuda isso." Hahaha, sim, fui eu que inventei esse rádio telescópico aí. Cheio de cultura o cara, ainda por cima.

"Não gostaram de ver os índios tudo pelado e começaram a matar todos." Agora entendo...

// ~ //

Agora, uma que eu li no mural de uma papelaria, me parece bem aplicável no dia-a-dia:

"Que as pulgas de mil camelos infestem o fundilho daquele que estragar seu dia, e que os braços sejam muito curtos para coçar."

Sobre mais um dia de vida...

Um dia de vida me rende muitas risadas e uma porção de anotações.

A começar pelo ônibus. Hoje veio um velhão pra nós. Mas arcaica era a placa: "TRÔCO MÁXIMO: CR$". Não, não escrevi errado. Estava escrito "TRÔCO", com acento circunflexo mesmo. E sobre o "CR$" eu nem preciso comentar né.

Depois, na escola, eu achei um percevejo no corredor e decidi colocar na cadeira do meu colega. Ele sentou em cima. Mas não deu nada, porque era aniversário dele, e então se perdoa qualquer sacanagem.

No almoço, eu pedi pro meu colega o tema de Filosofia, pra mim copiar no meu caderno. Ele pega o caderno dele:
- Tá na primeira matéria, no caderno de Português, depois do texto de História.
E essa organização aí, cara?

Mais depois, na aula de matemática, o professor pergunta:
- Como é que vocês fariam pra medir o raio de uma bola?
Todos começaram a manifestar as mais mirabolantes teorias... Aí o professor pergunta:
- Qual é a relação entre uma bola de futebol e um leão velho?
Ao que um dos meus colegas responde:
- É ruim de se medir.
Mestre dos chutes mais esfarrapados. Um dia tu acerta, mas não foi dessa vez.

Passaram-se alguns períodos, agora é aula de Eletrônica Analógica. O professor, mais enrolado não precisa:
- É diferente. Aqui é zero proque não tem tensão. Já aqui TEM energia, mas é zero.
Ah, claro, perfeito. Tem energia. É zero, a energia é nula, mas tem. Compreendo, sôr.

E no final, eu de volta em casa, olho pro meu pai fechando o ziper do casaco novo:
- Mazáa!!
- Que? O casaco novo?
- É.
- Mas nem é tão novo assim...
- Não? Quando tu comprou ele?
- Junto com o casaco do Caetano, naquela vez.
- Ah, não tinha visto ele ainda...
- É que essa é a primeira vez que eu tô usando...

Talvez nem tenha sido engraçado. Mas ao vivo é, garanto.

Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes...

Quinta-feira, 20 de agosto de 2009. Entre a vaga escuridão de um ônibus lotado de estudantes que tomam seu caminho de volta pra casa, estava eu, meu fone de ouvido e um pouco de música.
Dentre essas músicas, Terra de Gigantes, Engenheiros do Hawaii.
Eu sempre gostei muito das letras e músicas do Engenheiros. Mas nessa noite uma das sábias citações que eu ouvi na voz do Humberto Gessinger me chamou mais a atenção.
" Nessa terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes..a juventude é uma banda, numa propaganda de refrigerantes..."
O que é ser 'uma banda numa propaganda de refrigerantes' ?
Uma foto posada, pessoas fingindo ser felizes, que se alienam dos problemas do mundo, e o que é pior, "vendem" a ideia de que, só se é feliz, só se alcança o sucesso, quando se é igual a eles.
E, o que é a juventude hoje ?
Salvo algumas excessões, o que se encontra na juventude atualmente é alienação. Muito diferente da época das revoluções estudantis, dos caras-pintadas, hoje os juvens não buscam mais os seus direitos, não defendem mais os seus ideais. Ninguém se preocupa com nada, o que vier é lucro ( ou não ). O importante é só curtir, fazer festa, se divertir.
Eu repito aqui a velha frase, que as vezes é usada equivocadamente, a juventude é o futuro do país, do mundo.
O que nós queremos para o nosso futuro ? Estamos lutando por isso ?
É um pouco ( ou muito ) utópico, eu sei. Mas esse é o nosso tempo de mudar o que não achamos certo. Isso não é nada fácil, mas ninguém disse que seria.
Para finalizar, mais uma citação do Gessinger:
" Afinal de contas, o que nos trouxe até aqui ? Medo ou coragem ? Talvez nenhum dos dois. "

Duas situações no ônibus

1ª - Uma senhora entra tossindo no ônibus. Então, a mulher que está do meu lado pede para mim abrir a janela. Perguntei o porquê e ela me falou baixinho " pra circular o ar, vai que a senhora que entrou tem a gripe suína?". Abri, mas não vi necessidade. A televisão aparovou as pessoas, e as que são temerosas como essa mulher, morrem de medo da tal gripe A. Tudo bem, todos esperam mais de 1 bilhão de casos, mas eu não estou nem ai.

2ª - Uma outra mulher não aperta a "campainha" do ônibus e o motorista não para na sua parada. Então, ela vai braba falar com a cobradora, que está conversando com outra mulher ainda, e volta para descer uma parada depois da sua. Aí, o motorista acaba fechando a porta na sua cara, esmagando sua mão direita(aposto que não machucou nada). E essa mulher, consegue descer, sai berrando e ameaçando ir até a Leopoldense, fazer uma queixa sobre esse motorista, a fim dele ser demitido. Tudo isso foi desnecessário, se ela fosse menos idiota, tinha puxado a campainha, descido na sua parada, sem se encomodar nem nada. Mas... As pessoas insistem em ser idiotas... Como se o motorista fosse profeta pra saber a parada que as pessoas vão descer, quase que eu coloquei uma folha escrita:" Para descer, puxa a campainha"

Tecnologia de ponta: assadora de batatas

Todo o tempo que eu passo no ônibus merece um livro. Principalmente pelas conversas que somos quase obrigados a ouvir (como dói não ter um mp3 player...).
Quinta ou sexta eu estava novamente indo para a escola. E a gurizada como de costume fazendo o maior berreiro para conversar. Crianças de 5 anos conseguem manter diálogos mais civilizados.. E eu lá perto deles, fingindo não estar ouvindo nada, olhando a paisagem pela janela, quando a garota solta essa pérola que foi seu sonho da noite anterior: ela xerocava batatas, e as batatas saiam assadas, e a pedido da rainha da Inglaterra!
Aí fiquei em dúvida né... Rir ou sair correndo? Nenhum dos dois. Fiquei lá, querendo rir, e me segurando. Claro, eu não podia rir. Afinal, não fico ouvindo conversas no ônibus...

O trânsito, a bagunça no ônibus, e as leis.

Faz tempo que eu venho notando que o trânsito em Novo Hamburgo está caótico nos horários de pico. Pois sexta-feira foi assim. A 5 de Abril trancou todinha e pedimos pro motorista abrir a porta do ônibus ali mesmo, pra gente descer e pelo menos não perder o outro. O motorista insistia em não querer abrir. Então começamos a fazer bagunça e gritaria no ônibus, tanto que o motorista se obrigou a abrir a porta pra gente. Sei que isso é proibido nas leis de trânsito. Mas uma dose de bom senso sempre ajuda muito mais. Não estou instigando ninguém a desrespeitar as leis, mas se seguíssemos o bom senso (não o senso comum, eu digo o BOM senso), não seriam necessárias as leis.

Das conclusões feitas em um ônibus

Todas as janelas do ônibus estavam fechadas. Se eu peidasse, o cheiro não teria por onde sair, e permaneceria no ambiente até que fosse inalado coletivamente por completo.

Dia da mentira

Já passam da 01:10 am, estava vendo o filme do homem- aranha, que por sinal foi legal, acho que perdi uns 8 minutos do filme( 2 de atraso e 6 minutos eu dormi no meio do filme). Depois do filme, resolvi ver o que passa na televisão de noite e vi que a programação da noite é tri legal, com algumas exceções é claro( do programa do jô, de um programa da record e da band que eu não sei o nome), os filmes de noite são muito melhores que os de dia, enfim.

Hoje, dia 01/04/08, é considerado o dia da mentira, então pensei em uma mentira e resolvi postá-la aqui, tudo originou-se se uma conversa hoje de tarde:

- Ah, eu já sou adulta.
-Sim claro e meu pai é o Elvis Presley.

Na hora foi engraçado ao menos( existem uma comunidade com esse nome que tem uns 200.000 membros, uhuilá).

Tão tá, amanhã tenho que acordar 6 da manhã pra pegar o maldito ônibus e ir pra aula de educação fisica.

Obs: Eu vou de Leopoldense, Vila Glória pra aula, se perder esse ônibus, eu vou ter que ficar mais meia hora na parada esperando, esse maldito ônibus passa em meia e meia hora, ao contrário do Leopoldense Campina que passa em cinco e cinco minutos, que raiva que me dá, a cada um Glória, passam nove Campina, por isso que há uns posts atrás eu fiz um texto: ônibus? Nãaaaaaaaoo.

O quase fim

Estava vasculhando minhas folhas de anotações, em busca de algo para escrever, quando me deparei com a seguinte nota: "Talvez não exista o depois. Talvez tudo acabe agora mesmo. O fim seguido das manchetes: 'estudante morre prensada contra parede do ônibus'." Escrevi isso ano passado. Eu estava dentro do ônibus, pela manhã bem cedo, indo para a escola. Estava sentada ao lado da janela, e a outra metade do banco estava vazia, até que uma jovem um pouco acima do peso decide ocupar o lugar.
Eu não sei se ela se deu conta disso ou não, mas ela estava me empurrando contra a parede. Eu me ajeitava, me afastava um pouquinho, e ela ficava ainda mais à vontade. Até que chegou um momento em que eu sequer conseguia mexer os braços. Estava sendo esmagada, e até os meus pulmões já estavam doendo. Aliás, tudo já estava doendo, doendo mesmo, e eu já sentia uma leve dificuldade para respirar.
Comecei a pensar tudo isso, até decorar a nota, que anotei assim que cheguei na escola. Felizmente (para mim pelo menos), a jovem gordinha desceu antes que eu tivesse uma parada respiratória.

> Triste é aquele cuja cidade não tem linha de ônibus... Ele não tem histórias de ônibus para escrever por aqui...
> Enquanto escrevia esta trágica história parei de repente. Aí eu decidi digitar um ^ seguido de um i. E obtive î. Onde é usado isso?