Você para, espera e copia.


Não entendo por qual motivo as pessoas esperam que seus times ganhem um campeonato para vestirem a camisa. Por qual motivo esperam músicas ficarem conhecidas para dizerem que são as suas favoritas. Qual razão leva os indivíduos a esperarem a moda dizer que usar uma meia de cada cor é legal para poder fazê-lo.

As pessoas esperam demais. Que Deus as ajude, que a sorte esteja com elas, que os outros tenham azar e que os seus problemas desapareçam enquanto elas comem pão com banha e açúcar. E com a boca melosa pela banha e doce pelo açúcar, xingam Deus, a sorte, o mundo e todas as outras pessoas por suas vidas serem medíocres.

Ficam paradas, esperando que a maioria decida por elas. Esperam que o vento bata para colocarem uma pedra em cima dos papeis que estão em cima da mesa. Esperam que um novo celular caia no gosto de todos para poderem comprar um e dizer que possuem o celular da moda.

Esperam que vivam por si, vivendo para os outros, pelo que os outros fazem para eles mesmos. Um egoísmo ridículo e às avessas. Onde foi parar o sentimento de 'eu fui o primeiro a ter isso', mesmo que esse isso não venha a ser algo popular? Onde foi parar a sensação de se ter, de vestir-se ou mesmo de ser algo que ninguém tem, veste ou é?

Onde está a originalidade do mundo? Sem a frase do Chacrinha, aquele velho babão teve uma frase que não é sua creditada a si sem seu consentimento. Ele não teve culpa. Como tantos outros que tiveram algo que não é seu atribuído a si. Mesmo que só por isso as tais coisas tenham sido conhecidas, como em nome de alguém famoso, mas sendo escrito por alguém tão desconhecido, e talvez impopular, quanto eu.

Vocês perdem muitas chances de novidade, de diferença, de serem pessoas admiráveis. Porque tudo que é original é admirável, mesmo que admirar alguma coisa não seja algo tão original assim.

Pessoas, pessoas...o grande problema delas é que nada adianta escrever para elas.

Porque elas, em sua maioria,  não querem ouvir aquilo que lhes coloca uma dúvida em suas existências tolamente presenciais.

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