Sem título, volume mil

Enfim, depois de uma insistente tentativa de fazer ligar este velho computador, estou aqui outra vez. Pela minha noção de números, acredito ter reiniciado o windows cinco vezes. Mas tudo bem. Estou com sono e deveria estar dormindo, mas se eu não escrever agora, durante o sábado não terei tempo, e domingo já terei esquecido (ou melhor, eu já esqueci metade).
Hoje de novo estávamos eu e meu irmão caçando moscas no divertidíssimo e extremamente interativo centro de Novo Hamburgo, que fica mais legal ainda em um dia chuvoso [nota da autora: o sol se mostrou quando chegamos em casa]. Para ir e voltar, de ônibus. Na ida, chegamos na parada e... nós não sabíamos onde chovia mais, se era a céu aberto ou debaixo do telhado versão muitas estrelas da parada. No ônibus, sentamos no último banco. É o lugar onde pega mais vento. Só que hoje não pegava vento porque as janelas estavam todas fechadas. O ônibus ia seguindo, parando nas paradas, ia subindo gente, mas ninguém queria sentar no banco à nossa frente, pois ele estava molhado. Até que, três paradas após a nossa, um corajoso rapaz subiu, olhou o banco, examinou-o, e sentou. Deve ter pensado "eu estou com calça preta mesmo".
Ele tentou abrir um pouco sua janela. Mas ela abriu demais. Aí ele fechou um pouco... Só que acabou fechando tudo. Ficou por um tempo nesse dilema, até que por fim, desistiu. Numa outra parada subiu mais um garoto, o Júlio. Há muitos anos, no prezinho, voltávamos juntos no ônibus escolar. Eu chamava de borrachudo, e ele me chamava de panela. Eu não faço a mínima idéia de onde eu cavoquei este lindo apelido para ele (tenho certeza que fui eu quem inventei), mas ele me chamava de panela porque todos na época me chamavam... "Graziela Panela"... A primeira rima que eles lembravam para o meu nome. E, na época, eu nunca entendia porque todos podiam me chamar de panela, por rimar com meu nome, e eu não podia chamar a Andressa de baleia, pelo aspecto físico dela. Tudo isso eu lembrei no ônibus.
Andar de ônibus pode ser meio nostálgico às vezes. Mas no meu caso não é muito porque eu ainda não tenho muitos anos de vida. Pior deve ser aqueles que entram e descem pela frente... Aliás, eles não ficam lembrando do passado no ônibus, ficam sempre conversando com o motorista... Não pagam passagens, todos os outros passageiros pagantes sempre dão lugar, os velhinhos ainda desrespeitam a plaquinha "Não fale como o motorista". Coisa séria.
Das minhas andanças pelo centro, não tirei nenhuma conclusão interessante... Mas ao chegar em casa, vi que esta está virando ponto turístico. Pela segunda vez, as minhas vizinhas pequenas vieram aqui em casa para ver as galinhas. Da primeira meu pai mandou eu abrir o portão para elas. Fiquei olhando com cara de rabugenta, e ela voltou a cara para mim com a mesma expressão. Mas dessa vez quem teve que ser o guia turístico delas foi o meu irmão.
Já esqueci todo o resto do texto... Mas outra coisa que vale registrar... Foi surpreendida no msn por um "Olá" inesperado. Mais adiante surgiu um "tava com saudades". Eu, sem saber o que responder, respondi "eu também". Mas eu não senti a mínima falta dele. Ele que me desculpe se estiver lendo...
Hmm... tchau.

4 comentários:

dghjdgt disse...

hehehe

Graziela disse...

o melhor comentário que eu já recebi em todos os tempos...

Anônimo disse...

auhaahauahu
entao.. eu tb teria q ta dormindo agora... aí achei esse blog teu! um tanto quanto interessante! ^^
bom, acho q eu vou embora pq eu to com sono e meu ouvido ta doendo com esse fone e eu to com dor nas costas... ouvindo planeta atlântida - Pijama show! hahah
Bom, desculpa por vc que perdeu seu tempo lendo isso! acho q ngm ta interessado.. entao fui
(obs: esse sim deve ter sido o pior comentário - até pq nao foi um comentário ne - pelo menos não foi um singelo "hehehe")

Graziela disse...

nossa, só agora vi a resposta...

mas esse foi o melhor comentário que já recebi porque o autor não se identifica e não fala nada realmente válido.